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Lojas registram aumento na venda de produtos de material de construção e artigos de decoração

Publicado em 14/09/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


: Loja de material de construção, em Macaé, registrou aumento em torno de 30 e 40% nas vendas

: Loja de material de construção, em Macaé, registrou aumento em torno de 30 e 40% nas vendas

Com mais tempo em casa, devido ao isolamento social, os brasileiros estão buscando formas de repaginar seus lares. Pesquisas recentes mostram que houve aumento de venda no comércio de material de construção, assim como itens voltados para jardim, móveis e decoração da casa. O Mercado Livre, por exemplo, de 24 de fevereiro a 03 de maio, registrou 84% mais pedidos na categoria Casa, Móveis e Jardim, em comparação ao mesmo período do ano passado.

As sócias, Laiane Barcelos e Maria Luiza Abreu, moram em Rio das Ostras, e, em maio deste ano, decidiram criar uma loja virtual de artigos de casa. Segundo elas, as vendas desde o início foram acima do esperado. "Nós percebemos que durante a pandemia muita gente estava aproveitando para investir nos seus lares. Afinal, estávamos passando muito mais tempo em casa. Então, por que não deixar o ambiente mais bonito e aconchegante? ", relatou Laiane.

As lojas de material de construção também sentiram um reflexo positivo deste momento. Um levantamento da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO) mostra que mais de 42% dos lojistas registraram aumento de vendas nos últimos três meses, na comparação do mesmo período de 2019.

Segundo a associação, areia, cimento e tintas são os produtos mais procurados. Cimento, especialmente, foi um produto que teve aumento de vendas de quase 20% em julho na comparação com o mesmo mês de 2019, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

Martillen, que é responsável por uma loja de material de construção do bairro Barreto, em Macaé, conta que não tem o que reclamar. Desde que foi liberada a reabertura das lojas, a sua demanda de vendas aumentou em torno de 30 e 40%, quando comparado ao período antes da pandemia.

"Com as lojas fechadas, no início, foi bem difícil. Mas depois que liberaram a reabertura, as vendas cresceram muito. É um setor que não tem o que reclamar. No meu caso, percebi que os clientes estavam comprando em quantidades menores. Talvez, porque estavam em casa e decidiram fazer pequenas reformas por conta própria, mas, em compensação, o número de clientes ficou bem maior", revelou.

Martillen acredita que o auxílio emergencial e a liberação de outros benefícios tenham ajudado nesse aumento das vendas. "Hoje nós temos encontrado dificuldade para conseguir obra prima. O valor aumentou muito. Um exemplo é o tijolo, que teve aumento de 50% e o aço teve alta durante três meses consecutivos, com isso, uma coluna que era R$ 48, hoje chega a R$ 75. Também estamos com dificuldades para conseguir algumas mercadorias importadas. Mas, tirando isso, com certeza, não podemos reclamar", frisou o empresário.

Para quem está no clima de repaginar o lar, o tempo em casa ajudou. "Com tanta coisa para fazer todos os dias, fica difícil sobrar tempo até para limpar a casa. Mas com a pandemia, deu para aproveitar mais nossa casa e começamos a ter vontade de mudar e deixar o ambiente mais aconchegante. Começamos comprando uma coisa ali, outra aqui... quando vimos, já estávamos empolgados, querendo mudar tudo", disse Isabel Leite.
 

› FONTE: RJ News


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