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Com um mês de abertura em Macaé, comércio local tenta se adaptar à nova fase

Publicado em 06/09/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Um dos setores mais afetados em Macaé devido à pandemia do novo coronavírus, o comércio local foi reaberto há exatamente um mês. Mesmo com horários reduzidos de funcionamento, as lojas localizadas no centro comercial da cidade, no calçadão da Rui Barbosa, tentam se adaptar à nova fase, de recomeços e de recuperar os 120 dias de fechamento.

O decreto que autorizou a reabertura do comércio de rua em Macaé foi assinado pelo prefeito Dr. Aluizio no dia 31 de julho.

Os estabelecimentos que conseguiram superar a pandemia agora correm contra o tempo, mesmo funcionando parcialmente, das 10h às 16h. Para alguns comerciantes, a saída seria estender o horário de expediente, conforme avaliou o empresário Manoel J. Mocço, que atua no ramo de calçados na cidade há 40 anos. Ouvido pelo RJ News, Manoel Mocço afirmou que será necessário estender o horário de funcionamento das lojas, já que alguns clientes querem entrar no local depois das 16h, mas devido à fiscalização, que é de responsabilidade da prefeitura, não entram.

“Tem muita gente que quer entrar na loja depois das 16h, mas não conseguem porque ficam com receio da fiscalização. Minha sugestão é a que a prefeitura ajuste os horários, podendo estendê-los, até porque o final do ano está chegando”, declarou. Para ele, o prolongamento dos horários também contribui para o aumento do consumo de clientes de Macaé e de fora. “Muita gente de fora, de cidades vizinhas, como Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, vem à Macaé comprar. Isso ajuda na recuperação da economia, mas as lojas precisam estar abertas”, reforçou.

Expectativa de melhora
Quando um setor enfrenta uma crise a expectativa é de que, tempos depois, a retomada seja iniciada. É isso o que pensa o empresário do ramo offshore em Macaé, Flávio Antonio Gon, que atua no setor na cidade há 30 anos. A empresa dele, que comercializa produtos destinados à siderurgia, registrou queda de 15 a 20% nas vendas, mas nada que levou ao fechamento e a necessidade de demissão, como ocorreu com outras empresas.
Para ele, a grande aposta para a retomada de Macaé está na implantação das usinas termelétricas já anunciadas. “Acredito sim na melhora porque há empresas chegando na cidade e mesmo na fase de construção a tendência é de melhorar. A siderurgia, por exemplo, sempre possui demandas e é uma gama muito importante. Por isso, acredito sim que vamos atingir a linha dessas termelétricas. Portanto, a retomada é certa para a cidade”, finalizou.

› FONTE: RJ News


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