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Construção de 12 termelétricas pode transformar Macaé na Capital da Energia

Publicado em 06/09/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Francisco Navega acredita que este é um momento promissor para Macaé

Francisco Navega acredita que este é um momento promissor para Macaé

O processo de retomada, recuperação da economia e geração de emprego de Macaé promete grandes transformações. As apostas estão na construção de 12 termelétricas na cidade a partir de 2021. De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Francisco Navega, a construção dessas unidades, que produzirão energia com o gás natural vindo do pré-sal brasileiro, poderá transformar a cidade de Macaé na Capital da Energia, totalizando 14 unidades. Para Navega, será a “menina dos olhos”.
Em uma entrevista concedida ao RJ News, Navega afirmou, com ânimo e bastante expectativa, que o mercado de óleo e gás será promissor. Para ele, Macaé passa por uma grande transformação do petróleo e se tornará o polo do óleo e do gás.

O município já possui duas Unidades Termelétricas (UTE) em funcionamento e receberá um dos primeiros projetos de geração de eletricidade realizados no Brasil pela Shell: a UTE Marlim Azul Energia S.A. A usina termelétrica será construída no Complexo Logístico e Industrial de Macaé e terá 565,5 MW de capacidade instalada. A energia gerada será suficiente para atender mais de dois milhões de domicílios.
Segundo Navega, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 2 bilhões de financiamento para a implantação da UTE Marlim Azul Energia S.A.

A Marlim Azul Energia S.A é um joint-venture constituída pelo Grupo Pátria, pela Shell Gás e pela Mitsubishi Hitachi Power Systems América, consórcio de empresas que irá implantar o projeto na cidade.  Navega conta que as obras de terraplanagem para construção da usina já começaram. “Essa, que já está em construção, deverá gerar 1.500 empregos diretos. Não sei se as outras serão construídas num mesmo processo de tempo, mas, se positivo, a geração de empregos será maior, podendo chegar a 4 mil nos próximos quatro anos”, revelou.
O presidente da ACIM complementou: “O Terminal de Cabiúnas recebe o gás que sai do pré-sal e, com ele, entra também uma possibilidade de vir por Cabiúnas a implantação de uma nova Unidade Processadora de Gás Natural (UPGN). A Shell está de olho nisso e temos a possibilidade do projeto Clima trabalhar com uma nova UPGN. Também estamos ‘brigando’ pelo Rota 5, que é a saída de um novo portal do gás do pré-sal, o que transformará Macaé na Capital Nacional da Energia, do Gás”, explicou.

Outro fator que vai potencializar a industrialização do Parque Industrial de Macaé é o Novo Marco Regulatório do Gás Natural, aprovado nessa quarta-feira, 02 de setembro, pela Câmara dos Deputados e segue para o Senado. O texto do Projeto de Lei 6407/13, entre outros pontos, muda o regime de exploração de gasodutos no Brasil, que passará de concessão para autorização. A proposta também quebra o monopólio dos estados na distribuição do gás natural.

De acordo com a proposta no novo marco, as empresas com sede no Brasil poderão atuar nesse mercado por meio de autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, a legislação coloca a necessidade de que as empresas se submetam a um leilão de concessão da ANP para atuar no setor. Com a nova legislação, as empresas poderão atuar, a partir de um processo de chamada pública, em serviços de transporte, importação, exportação, estocagem subterrânea, acondicionamento, escoamento, tratamento, liquefação, regaseificação e atividades de construção, ampliação de capacidade e operação de unidades de processamento ou tratamento de gás natural. Também fica extinta a exclusividade dos estados na atividade de distribuição de gás natural, além de permitir a exploração desse serviço pelas concessionárias privadas de energia elétrica.

Francisco Navega disse que não existe outra cidade no Brasil com tantas oportunidades no gás como Macaé. “O gás não produz somente o gás. Ele vem com outros produtos, como fertilizantes, solventes, tintas, plástico e outros. Não temos uma cidade com tantos polos industriais licenciados como Macaé. Já está tudo pronto. A briga agora é para que o Marco Regulatório do Gás Natural seja colocado em prática”, frisou.

› FONTE: RJ News


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