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Agosto Dourado promove incentivo ao aleitamento materno

Publicado em 12/08/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Além de ser um ato de amor, a amamentação é um dos melhores investimentos para salvar vidas infantis e melhorar a saúde, o desenvolvimento social e econômico dos indivíduos e nações. Com o tema “Apoie o aleitamento materno para um planeta mais saudável”, Macaé participa da campanha Agosto Dourado, do Ministério da Saúde, que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. O tema deste ano ressalta a conexão entre a saúde humana e os ecossistemas. Afinal, o leite materno é um alimento natural e renovável, ambientalmente seguro e ecológico, pois é produzido e entregue ao consumidor com o mínimo de embalagem ou desperdício.

A Coordenadoria da Área Técnica de Alimentação e Nutrição (Catan), ligada a Secretaria de Saúde, Michelle Escobar, destaca que a pandemia de Covid-19 mudou o formato, mas não o foco. Os eventos de conscientização ao aleitamento materno no município estão acontecendo individualmente, nos equipamentos de saúde, durante a consulta, seguindo todos os protocolos de segurança.

“Até o presente momento não há evidência científica robusta publicada que indique a transmissão do vírus Sars-CoV-2, responsável pela infecção Covid-19, pelo leite materno. Parece improvável, portanto, que a doença seja transmitida por intermédio do leite materno, seja através da amamentação ou pela oferta do leite extraído por uma mãe que é confirmada/suspeita de ter Covid-19. Em todos os contextos socioeconômicos, a amamentação melhora a sobrevivência e traz benefícios tanto para a saúde da mulher quanto da criança ao longo da vida”, destacou Michelle Escobar.

Por meio do leite materno o bebê recebe os anticorpos da mãe que o protegem contra doenças como diarreia e infecções, principalmente as respiratórias. O risco de asma, diabetes e obesidade é menor em crianças amamentadas, mesmo depois que elas param de mamar. A amamentação é, ainda, um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, importante para que ela tenha dentes fortes, desenvolva a fala e tenha uma boa respiração.

Aleitamento Materno e COVID/19

Durante a amamentação, a mãe confirmada/suspeita ou com contatos domiciliares que apresentem quadro gripal deve implementar medidas de higiene adequadas, incluindo a higienização das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos e/ou usar álcool em gel 70% nas mãos antes de tocar o bebê ou antes de retirar leite materno (manual ou bomba extratora), usar uma máscara (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação além de limpar e desinfetar regularmente as superfícies. Há evidências de alta qualidade mostrando que a amamentação reduz a mortalidade neonatal e infantil, inclusive em países de alta renda, além de melhorar os desfechos de saúde e desenvolvimento ao longo da vida. Esses benefícios são superiores aos potencias riscos de contaminação, e nos casos confirmados de infecção por Covid-19 em crianças, a maioria apresentou uma forma leve da doença ou foi assintomática.

É seguro fornecer leite materno retirado de uma mãe com confirmação/suspeita de Covid-19. Lembrando que amamentação cruzada, ou seja, quando uma mulher amamenta o filho de outra mulher, é contraindicada pelo Ministério da Saúde do Brasil. Essa prática pode trazer riscos para a saúde da criança, pois algumas doenças podem ser transmitidas pelo leite materno, como HIV, HTLV e HTLV 2. É importante lembrar que na amamentação cruzada, mesmo que a doadora do leite materno seja uma pessoa da família ou próxima e esteja com os seus exames de saúde normais, ela pode estar numa janela imunológica de alguma doença e a criança estará correndo risco de contraí-la. Outras substâncias como álcool e drogas também podem passar pelo leite materno.

É importante reforçar que se uma mãe com confirmação/suspeita de Covid-19 está amamentando, não há necessidade de fornecer um complemento com fórmulas infantis ou outros tipos de leite. A adoção dessa medida reduzirá a quantidade de leite produzido pela mãe, comprometendo o seguimento da amamentação. As mães que amamentam devem ser aconselhadas e apoiadas para otimizar o posicionamento e a pega para garantir a produção adequada de leite materno. As mães devem ser aconselhadas sobre alimentação responsiva, como responder aos sinais de fome de seu bebê, sobre a percepção da suficiência do seu leite e aumentar a frequência das mamadas quando necessário. As recomendações sobre cuidados e alimentação de bebês de mães com confirmação/suspeita de Covid-19 são relevantes para o momento em que ela provavelmente estiver na fase de transmissão da doença, ou seja, enquanto sintomática ou até os 14 dias após o início dos sintomas, o que for maior.

› FONTE: Secom Macaé


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