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Especial Macaé 207 anos: Do turismo de negócio ao turismo de lazer

Publicado em 30/07/2020 Editoria: Turismo sem comentários Comente! Imprimir


Praia dos Cavaleiros é um dos pontos mais frequentados pelos turistas

Praia dos Cavaleiros é um dos pontos mais frequentados pelos turistas

O turismo pode transformar a economia e a sociedade de um lugar, gerar renda e promover emprego. Sua importância é indiscutível para Macaé. Por isso ele é o tema da quarta matéria da série especial em comemoração aos 207 anos da cidade.

Reconhecida internacionalmente como a Capital Nacional do Petróleo, Macaé iniciou, nos últimos três anos, uma transformação no olhar dos seus visitantes. A cidade, famosa pelo seu turismo de negócio, é sede de uma das maiores feiras offshore do mundo e de empresas multinacionais; possui uma vasta rede hoteleira; um polo grastronômico reconhecido e está aos poucos se consolidando como um importante destino de lazer. Por essa razão, nossos entrevistados: o presidente do Macaé Convention e Visitors Bureau, Guilherme Abreu, e o vice-presidente do Conselho Municipal de Turismo, Renato Nicoli, acreditam que a cidade tem muito a comemorar quando o tema é turismo.

“Macaé dependia muito do turismo de negócio, mas nos fins de semana não tinha nada. Nós conseguimos avançar muito com o turismo de lazer nos últimos anos e em 2020 os hotéis e restaurantes atingiram cem por cento de lotação no réveillon. Este é um trabalho que começamos em 2016”, destaca Guilherme.

Renato acrescenta que a procura dos turistas por Macaé nos últimos anos acontece durante todo o verão e estar próximo a municípios que já possuem um turismo de lazer consolidado é um ponto positivo. “Ajuda muito está próximo dessas cidades. No fim do ano passado, por exemplo, muitos turistas ficaram hospedados em Macaé e foram passear na região dos lagos. Ao mesmo tempo, eles conheceram a cidade e viram que aqui tem muitas opções de lazer, bons restaurantes, hotéis de alta qualidade e com os preços melhores que os das cidades vizinhas”, salienta.

O vice-presidente frisa que a criação do Conselho Municipal de Turismo, há dois anos, foi uma vitória para o setor. “Conseguimos colocar entidades importantes da cidade para discutir o turismo e já encaminhamos algumas propostas interessantes. Acredito que em breve teremos ações importantes e concretas nesse sentido”, diz.

Guilherme conta que assumiu a presidência do Convention em 2016 e explica como está sendo o trabalho de fomentar o turismo de lazer na eterna Princesinha do Atlântico. “Macaé sempre teve um verão e carnaval maravilhosos e quando assumi pensei em olhar para trás, resgatar a Macaé de 20, 30 anos atrás. Então começamos a fazer parcerias, divulgação para atingir um turismo de família, de casais e que deixam um legado na cidade. Começamos com um container de informações turísticas nos Cavaleiros e implantação do passeio para o Arquipélago de Sant’Anna, através de uma parceria com uma empresa. Foi um sucesso. A partir daí fomos crescendo e culminou com o Ano Novo de 2020. Infelizmente a pandemia atrasou alguns planejamentos que tínhamos para esse ano”, afirma.

Apesar dessa parada necessária, ele acredita que o retorno será muito promissor. “Acho que Macaé irá estourar na retomada e não apenas em datas comemorativas. O turista não vai querer ir para longe agora, vai preferir o turismo rodoviário, a cidade que dá para chegar de carro para passar um fim de semana. Temos a vantagem de ter a diversidade: Macaé tem serra, mar e um arquipélago, que nenhuma cidade da região tem, próximo ao litoral”, ressalta Guilherme.

Renato destaca ainda que o turismo de negócio poderá andar paralelamente ao de lazer. “Os profissionais e empresários poderão vir para reuniões na cidade durante a semana e poderão trazer a família para aproveitar os atrativos e pernoitar até o fim de semana”, reforça.

O setor ainda tem alguns desafios pela frente. “No meu ponto de vista a serra é o grande desafio. Macaé tem 168 cachoeiras catalogadas, mas os turistas não sabem chegar até elas. Precisamos fomentar políticas públicas e investimentos na região, implantando sinalização, manutenção das trilhas, organização dos produtores e artesãos locais para venderem os seus produtos. No litoral, precisamos de um píer público para fomentar o turismo responsável ao Arquipélago de Sant’Anna”, analisa Guilherme.

Nesse sentido Renato acrescenta a importância de concretizar a estrada Frade-Sana. “Existe uma distância entre o turismo da serra e o do litoral, pois a entrada para o Sana hoje acontece por Casimiro de Abreu e quem vai para lá, muitas vezes não vem para a praia. Com a estrada implantada o turista poderá se hospedar na praia e ir almoçar na serra e vice-versa. É importante que os visitantes consigam transitar dentro da cidade e, assim, proporcionamos toda a diversidade de passeios que o município tem”, diz.

O vice-presidente do Conselho salienta a importância da participação de todos para fomentar ainda mais o turismo de lazer. “Nosso grande desafio é a própria população e órgãos públicos acreditarem que nós temos condições de ser uma cidade turística. Precisamos dessa conscientização. Temos muita capacidade e opções para deixar a cidade boa para o morador e para o turista”, finaliza.

Jornalista: Tathiana Campolina

Foto: Tathiana Campolina

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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