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Especial Macaé 207 anos: De Princesinha do Atlântico a Capital da Energia

Publicado em 27/07/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Macaé deve receber 14 termelétricas nos próximos anos

Macaé deve receber 14 termelétricas nos próximos anos

Em comemoração ao aniversário de Macaé, na próxima quarta-feira (29 de julho), o site Macaé News preparou uma série de reportagens com o tema - “Macaé 207 anos: o que a cidade tem a comemorar e quais os desafios”. Serão cinco reportagens sobre o assunto em diferentes vertentes: cultura, educação, saúde, turismo... O desenvolvimento econômico da atual Capital do Petróleo é o tema que abrirá esse especial de aniversário da cidade.

Macaé, tradicional vila de pescadores e conhecida como Princesinha do Atlântico, se desenvolveu e se consagrou como a Capital Nacional do Petróleo. Atualmente o município se prepara para mais uma transformação: a cidade está prestes a ganhar o título de Capital da Energia.

De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Francisco Navega, a expectativa é que 14 termelétricas sejam construídas na cidade nos próximos anos, além do novo porto e outros empreendimentos na área do petróleo e gás. “A cidade tem muito a comemorar nesses 207 anos. O legado da implantação da Petrobras no município e o potencial de negócios de Macaé são muito grandes. Hoje vivemos um novo momento. Diferentemente do setor petrolífero, as termelétricas depois de prontas não geram muito emprego, cerca de 30 a 40 pessoas são suficientes para operá-las, mas o ICMS municipal será fantástico. Vamos ter capacidade de produzir energia comparada à Itaipu. Além disso, muitos empregos serão gerados no período das obras”, revela. No momento, dois empreendimentos já iniciaram as obras e cinco aguardam licenciamento ambiental.

O coordenador executivo da Rede Petro da Bacia de Campos, Vítor Paulo Peixoto Silva, ratifica que Macaé tem muito a comemorar sim, pois além da cidade ser reconhecida internacionalmente pelo seu crescimento econômico, há excelentes perspectivas também no setor de óleo e gás. “Temos a principal base offshore do Brasil e existe a possibilidade de uma nova indústria de gás natural se instalar no município. No seguimento de exploração e produção de petróleo, novas operadoras estão adquirindo os poços maduros da Bacia de Campos e vêm se instalar na cidade para operá-los. Isso vai proporcionar uma diversificação do mercado, principalmente para as empresas fornecedoras”, explica.

Navega reforça que a cidade possui um aeroporto privado, um suporte hoteleiro e gastronômico excelentes, indispensáveis para o momento pós-pandemia do COVID-19. “O comércio foi o mais afetado nessa crise, mas a cidade tem um perfil muito bacana para se recuperar. O desafio maior é o crédito chegar para as micro e pequenas empresas, já que elas são responsáveis por 60% da geração de emprego no município. Além disso, os comerciantes terão que entender que as vendas delivery vieram para ficar e eles precisarão investir no marketplace”, afirma.

O presidente da ACIM acrescenta que há dois grandes desafios para o setor. “Nossos governantes têm que olhar para os fornecedores locais e a população também precisa ter esse olhar e dar preferência para os comerciantes da cidade. Valorizar a economia local é fundamental”, ressalta. Para isso, ele reforça a importância de fomentar o turismo no pós-pandemia e também retornar com eventos esportivos e culturais para a cidade.

Para o setor de óleo e gás, Vítor acredita que o retorno será mais fácil, quando comparado à crise do petróleo. “A crise do petróleo durou de quatro a cinco anos e foi novidade para as empresas da Bacia de Campos, apesar das crises desse segmento não serem novidades, já que a oscilação dos preços no mercado internacional é comum. Nesse momento de pandemia, as empresas estão se adaptando às exigências, mas a Rede Petro tem feito pesquisas e está direcionando algumas estratégias e ações”, frisa.

Entre os desafios do setor do petróleo e gás, Vítor lista a necessidade de adaptação das operações e da elevação dos custos operacionais para o atendimento aos novos protocolos, a adaptação aos novos prazos de pagamentos e, provavelmente, a novas políticas de contratação de bens e serviços.

O coordenador explica como a Rede Petro da Bacia de Campos participa para fomentar o desenvolvimento econômico da cidade. “Realizamos rodadas de negócios entre as empresas associadas e grandes empresas do mercado, propiciamos o acesso a informações e análises qualificadas com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas associadas, para que acessem mais oportunidades locais e de fora da região”, conclui.

Jornalista: Tathiana Campolina

Foto: Secom Macaé / Rui Porto Filho

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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