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Corpo de Bombeiros conta com novos postos e campanha de conscientização no combate a afogamentos

Publicado em 23/05/2014 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


Desde a implantação da unidade do Corpo de Bombeiros no Município, em fevereiro desse ano, conforme explica o Subcomandante Aguiar

Desde a implantação da unidade do Corpo de Bombeiros no Município, em fevereiro desse ano, conforme explica o Subcomandante Aguiar

Com aproximada­mente 28 km de li­toral, divididos em 15 praias que per­correm todo o município, fica difícil resistir a sedução de um bom banho de mar. Mas o que poucos sabem é que Rio das Ostras, por ser banhado em parte, por mar aberto, costuma apresentar altos níveis de afogamentos, sendo na maioria das vezes proporcionados por simples desinformação.

Entretanto, desde a im­plantação da unidade do Corpo de Bombeiros no Município, em fevereiro desse ano, conforme explica o Subcomandante Aguiar, parte da demanda tem sido suprida na questão do mo­nitoramento por postos de salva-vidas. Fazendo uma cobertura dos locais que apresentam maiores ris­cos aos banhistas, como o Remanso e área central de Costazul, o CBMRJ conta com quatro pontos de moni­toramento, sendo a base do emissário submarino recen­temente implantada, auxi­liando a Guarda Municipal, responsável pela cobertura no trecho da Praça da Ba­leia, praia do Centro, Boca da Barra e Lagoa de Iriri.

“Estamos contando com grande apoio da prefeitura, que nos cedeu uma das uni­dades de quiosques para a implantação de uma base de monitoramento na região central de Costazul e a fixação do posto no emissário, que antes só ocorria em alta tem­porada. Mas o mais importan­te são as placas de orientação aos banhistas, que indicam se a área é apropriada ou não ao banho, os perigos locais, além das campanhas de cons­cientização nas escolas, onde fornecemos materiais educa­tivos” explica Aguiar, desta­cando também a importância da participação do CBMRJ na Semana da Família.

O evento aconteceu na semana passada e levou aos participantes uma progra­mação repleta de palestras, workshops, shows religiosos e prestações de serviços atra­vés dos stands de informação, além do Projeto Botinho, que ocorre anualmente sempre em janeiro com crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, orientando-os sobretudo a questões de primeiros socor­ros em afogamentos, bem como as várias formas de evitá-los.

Reforçando a importân­cia de se trabalhar a cons­cientização da população, o Comandante Brazão explica que na maioria das vezes, os afogamentos ocorrem em áreas de mar aberto onde as correntezas podem ser mais intensas e causar valas no fundo do mar, portanto, o banhista, ainda que saiba na­dar, deve evitar certas praias ou trechos, orientando-se com os postos da guarda, sal­va-vidas e as placas, e prin­cipalmente evitar as praias desertas. Brazão também su­gere que o ideal é que dentro do mar, o banhista perma­neça nos limites de profun­didade em que se possa ficar em pé, de preferencia com a água abaixo dos limites dos ombros.

Com a maioria dos casos ocorridos na praia de Costa­zul, Ramiro aponta que só o Corpo de Bombeiros realizou esse ano 173 salvamentos em janeiro, 49 em fevereiro, 73 em março e 61 em abril, sen­do que 42 dessas ocorrências foram feitas na Semana San­ta. Entretanto, afirma que na área de cobertura do CBMRJ não foi registrado nenhum caso de óbito nesse verão. “Os níveis de afogamentos foram reduzidos, se compararmos com o dos outros anos, mas o crescimento populacional e o avanço imobiliário estão tor­nando praias que antes eram desertas, em praias cada vez mais frequentadas, não levan­do em consideração os riscos iminentes, e a falta de um mo­nitoramento adequado” afirma.

Como exemplo, o subco­mandante cita a praia de Ita­pebussus, onde alguns mora­dores registraram no mês pas­sado um caso de afogamento e a ausência de salva-vidas na região: “Itapebussus é um caso especial, pois trata-se de uma área muito remota e com acesso apenas pelo mar ou por dentro da reserva. É inviável mantermos uma base com profissionais lá por conta da logística e recomendamos que as pessoas evitem a sua frequ­ência para o banho, estando atentas às sinalizações ,entre­tanto, estamos providencian­do melhorias no atendimento nessas regiões remotas atra­vés de lanchas e jet skis”.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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