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Efetivo da PM da região pode perder policiais para a Copa do Mundo

Publicado em 23/05/2014 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


Boato sobre possível transferência de policiais mobilizou até autoridades de Macaé

Boato sobre possível transferência de policiais mobilizou até autoridades de Macaé

Há menos de 25 dias para a grande festa do futebol, esta se­mana, uma notícia gerou preo­cupação a autoridades e popu­lação dos municípios da região. O Comando Geral da Polícia Militar anunciou que policiais que fazem parte do Comando de Policiamento de Área – 6ª CPA poderão ser transferidos para reforçar a segurança no Rio de Janeiro durante o pe­ríodo de Copa do Mundo, que começa no dia 12 de junho. A princípio, seriam deslocados 150 policiais militares dos seis municípios de abrangência do 32º BPM, que são Macaé, Rio das Ostras, Quissamã, Cara­pebus, Conceição de Macabu e Casimiro de Abreu.

Por motivo de segurança, o comandante do 32º BPM de Macaé, coronel Ramiro Cam­pos, afirmou em veículo de co­municação local que ainda não pode se pronunciar a respeito desse possível deslocamen­to de policiais para o Rio de Janeiro, pois nada foi confir­mado. No entanto, segundo o Comando do Estado, a trans­ferência de PM’s para a Copa não afetaria o contingente na região, pois os militares des­locados irão trocar suas férias pela atuação em batalhões de campanha, o que não atingiria os quatro batalhões subordi­nados à 6ª CPA.

Ainda assim, ao contrário do que tem sido divulgado, o comando da PM de Macaé pretende dobrar o efetivo de policiais durante os jogos, através do Regime Adicional de Serviço (RAS). “Ainda não fui comunicado oficialmente. Assim que for poderei esclare­cer tudo com a imprensa”, ga­rantiu o comandante Ramiro esta semana.

A 6º CPA é composta pelo 8º Batalhão de Polícia Mili­tar, com sede em Campos dos Goytacazes; o 29º BPM (sede em Itaperuna); o 32º BPM (sede em Macaé) e o 36º BPM, com sede em Santo Antônio de Pádua. Através da Operação Copa do Mundo, a PM preten­de reduzir as incidências de roubos e furtos na cidade até o fim da competição mundial. Para o comerciante de Macaé, Adalberto Lopes, essa hipótese é totalmente absurda, pois os índices de criminalidade no município aumentam a cada dia. “É fato que vão reforçar o policiamento para a Copa do Mundo, mas tirar policiais da­qui é uma proposta muito ten­denciosa e a região toda está violenta”, ressalta.

O boato se espalhou e com a hipótese de um possível deslocamento de policiais da região para atuarem no Rio de Janeiro durante a Copa, vereadores também se movimentaram esta semana e, na sessão da última terça-feira, dia 20, fizeram um pedido ao co­mandante do 32º BPM para a permanência de policiais na cidade. No mesmo dia, foi enviado um ofício ao coronel Ramiro Campos, assinado por todos os vere­adores. O documento será encaminhado ao Comando Geral da Polícia Militar.

No plenário da Câma­ra de Macaé, a discussão hipóte­se foi motivada pelo requeri­mento do vereador Marcel Silvano (PT), que solicitou mais segurança para a esco­la municipal Maria Letícia, no bairro Novo Cavaleiros. Logo, a colocação foi feita pelo vereador Paulo Antu­nes (PMDB), que caracteri­zou a diminuição do efetivo da PM como “vergonha para a segurança no município”.

Segundo o vereador Marcel, uma série de acon­tecimentos violentos tem atingido não só os alunos, mas também professores e servidores da escola em seu entorno. Nos últimos dias, quatro alunas e duas professoras foram assalta­das próximas à escola. De acordo com ele, a direção da escola tem sido insisten­te em mandar ofícios para órgãos competentes como polícia e guarda munici­pal. “A informação obtida é que tiraram o efetivo da escola para cuidar do cemi­tério memorial. Eles estão cobrando do município, do governo do Estado, e apro­vando esse requerimento, iremos fortalecer a luta pela segurança em Macaé”, afirmou Marcel.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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