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Greve de vigilantes bancários já causa prejuízos aos correntistas

Publicado em 23/05/2014 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Por questão de segurança, durante a greve dos vigilantes, os caixas convencionais só aceitam pagamentos com cheque ou cartão

Por questão de segurança, durante a greve dos vigilantes, os caixas convencionais só aceitam pagamentos com cheque ou cartão

A greve dos vigilan­tes bancários que começou há três semanas no es­tado do Rio de Janeiro está limitando as operações com dinheiro dentro das agên­cias, e dificultando o paga­mento de contas, em várias cidades da região. Em Rio das Ostras, por exemplo, o aviso da greve está estampa­do na entrada dos bancos. E quem procura o serviço sai desanimado, ou seja, sem conseguir quitar as contas.

Por questão de seguran­ça, durante a greve dos vigi­lantes, os caixas convencio­nais só aceitam pagamentos com cheque ou cartão. Desde o inicio, a maioria dos ban­cos tiveram que acompanhar o movimento por não se sen­tirem seguros quanto ao fun­cionamento das instituições para atendimento ao cliente.

A informação foi passada pelo presidente do Sindicato dos Vigilantes de Macaé, que responde pela Região dos Lagos e Baixada Litorânea, Marcos Ribeiro de Azevedo. Ele informou que o sindica­to patronal das Empresas de Segurança Privada do Rio de Janeiro (Sindesp-RJ) não acenou sobre qualquer negociação para encerrar a paralisação. “A greve deverá continuar por tempo indeterminado”, disse.

Nos caixas eletrônicos, as filas aumentam a cada dia. A categoria reivindica 10% de reajuste salarial. O serviço de vigilância faz parte do plano de segurança bancária, que é regulado por uma lei federal. Essa mesma lei determina que, pra fazer todas as ope­rações, é preciso um número mínimo de vigilantes, depen­dendo das características da agência. Para os consumido­res, a rotina nos últimos dias tem sido percorrer diferentes bancos para tentar pagar as contas que continuam che­gando, apesar da greve.

A funcionária pública Márcia Silva, 30 anos, já tem contas vencidas de telefone, TV a cabo, e até da faculda­de. “Já é a nona vez. Eu ando nos bancos e não estou con­seguindo pagar todas, por­que algumas estão vencidas e os caixas não reconhecem”, lamenta. Um advogado co­mentou que o serviço bancá­rio é essencial e não pode ser suspenso. “Se os vigilantes estão em greve, é dever de o banco contratar outras pes­soas para garantir esta segu­rança ao consumidor”, recla­ma Paulo Santos, 35 anos.

Os vigilantes estão reivin­dicando também o ticket ali­mentação de R$20 por dia, plano de saúde e 10% de au­mento e carga horária de 44 horas de trabalho semanal. Segundo Marcos, o efetivo de 40% de vigilantes está traba­lhando, cumprindo a lei, po­rém a insatisfação é grande em relação às diversas tenta­tivas de negociação anterior à greve, aonde as partes não chegaram a um consenso.

“Tentamos diversas for­mas de acordo, a nossa catego­ria já vinha reivindicando há tempos, agora, não teve como segurar, pois as nossas reivin­dicações são legítimas, nada que fuja do compromisso ou relação entre o empregador e o empregado”, completou.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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