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Coletivo de Jornalistas de Macaé e Região faz live sobre fake news

Publicado em 14/07/2020 Editoria: Tecnologia sem comentários Comente! Imprimir


Adriana Corrêa e Marcello Benites participarão da primeira live do Coletivo de Jornalistas de Macaé e Região

Adriana Corrêa e Marcello Benites participarão da primeira live do Coletivo de Jornalistas de Macaé e Região

A primeira live do Coletivo de Jornalistas de Macaé e Região terá o tema “Fake News, pós-verdade e cegueira discursiva no WhatsApp” e será apresentada pelos jornalistas Marcello Riella Benites e Adriana Corrêa Porto, na terça-feira (21 de julho), às 18h, no Instagram do Coletivo (@coletivo_jornalistas). O assunto é o tema da pesquisa realizada e apresentada por Marcello, no Encontro Virtual da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber). Adriana é coautora do trabalho, junto com o professor de pós-graduação da Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Sérgio Arruda de Moura.

De acordo com Marcello, que é mestre em Cognição de Linguagem/Comunicação e TI, pela UENF, o WhatsApp é a rede social mais aberta à disseminação das fake news. “Confiamos mais nas pessoas mais próximas, como as que estão nos grupos de famílias, por exemplo. Além disso, as mensagens disseminadas nos grupos não podem ser verificadas por agências de fact checking”, conta.

O pesquisador explica que a cegueira discursiva prevalece nas mensagens. “As pessoas pensam que discutem política no aplicativo, mas apenas trocam vídeos e mensagens sem se aprofundarem nos temas, levantam questões que ficam sem respostas e têm a ilusão de debater. É o que chamamos de cegueira discursiva”, afirma.

Adriana, mestre em Comunicação e Tecnologia da Informação e Cultura, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), revela que participar desse trabalho foi enriquecedor, pois teve a oportunidade de aprofundar no conhecimento do universo das fake news e da pós-verdade. Ela salienta a importância de dividir o conhecimento com outros profissionais e com a sociedade, através da live.

“Acho que é muito importante o Coletivo se reunir para proporcionar o aperfeiçoamento do grupo e dos profissionais, além de fazer essa prestação de serviço para a sociedade. As fake news são graves para qualquer tempo e quanto mais pudermos nos proteger e esclarecer as pessoas de como elas podem se proteger dessas notícias, melhor”, reforça.

Adriana frisa que as fake news estão cada vez mais elaboradas e ardilosas e destaca que os impactos dessas notícias podem ser desastrosos.

“Elas podem ter consequências inimagináveis, que podem acabar com a imagem, com a credibilidade de um ser humano e isso é muito grave, pois o prejuízo causado pode nunca mais ser ressarcido, por mais que haja retratação. Essas notícias podem custar vidas. Precisamos ficar atentos para o rumo da nossa sociedade, do nosso país, da nossa cidade. As eleições estão chegando e também podem ser definidas por fake news, é uma responsabilidade muito grande para nós que somos profissionais da área. Por isso é importante levar o conhecimento, a informação para a comunidade e, nesse sentido, acho que o Coletivo dá um passo importante em Macaé e região”, conclui.

Jornalista: Tathiana Campolina

Foto: Arquivo pessoal dos entrevistados

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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