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UFRJ Macaé tira dúvidas da população no momento em que números da COVID-19 sobem na cidade

Publicado em 13/07/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Equipe do projeto de extensão da UFRJ Macaé

Equipe do projeto de extensão da UFRJ Macaé

Macaé está na fase de reabertura parcial das atividades econômicas. Atualmente o município tem 4.526 casos confirmados da COVID-19 e 94 óbitos. Em meio a várias incertezas da população, a UFRJ Macaé lançou há uma semana o projeto de extensão de teleatendimento para tirar dúvidas dos macaenses sobre a pandemia e a doença. No total, 33 alunos dos cursos de medicina e enfermagem, oito professores de medicina, dois de enfermagem, 1 de farmácia e um técnico de informática formam a equipe do projeto que atende as ligações do telefone (22) 2141-4048.

“Quando soube da oportunidade de atuar, utilizando meus conhecimentos adquiridos até agora, em um projeto voltado para informar a população, tirar dúvidas e ajudá-la a navegar no fluxo da rede de saúde de Macaé, fiquei muito entusiasmado. Fico feliz em poder ajudar a população macaense a enfrentar a COVID-19 e de fazer parte de uma excelente equipe, com orientadores que vêm agregando muito à minha formação”, disse o estudante do 6° período de medicina, Leandro dos Santos de Oliveira.

O professor de Saúde Mental do curso de medicina, Júlio César Silveira Gomes Pinto, explicou que nesse momento de reabertura das atividades é importante acompanhar o processo evolutivo da doença.

“Entendemos que a informação é um fator muito importante e até determinante para os rumos da Pandemia. É tendo informações claras que a população pode se proteger, evitar pegar a doença e ajudar nos tratamentos. Vários municípios brasileiros têm feito a abertura parcial, progressiva ou total dos serviços. Essa escala tem sido feita através de um plano pensado localmente. Precisamos estar atentos, nos próximos dias, aos efeitos dessa abertura no contágio comunitário e no número de mortes por COVID-19”, frisou. Júlio lembrou que alguns países e também municípios brasileiros precisaram voltar atrás nessas medidas de abertura depois que perceberam a não redução nos números de infectados ou até o aumento deles.

Leandro contou que quando uma pessoa liga para o teleatendimento uma gravação informa os serviços prestados e a pessoa entra para uma fila de espera. Ao ser atendida por um aluno, ele irá ouvir a dúvida e perguntará se ela pode responder um pequeno questionário. Em seguida as dúvidas são esclarecidas. “É importante reforçar que nós não somos um serviço de consulta médica, portanto não diagnosticamos pacientes com COVID-19 ou qualquer outra doença, nem prescrevemos medicamentos. Nossa função é, sobretudo, informar a população sobre a COVID-19 usando fontes confiáveis, de referência na área. Somos uma central de informações”, ressaltou.

Professor Júlio revelou que foi elaborado um fluxograma para a realização dos atendimentos e as perguntas mais frequentes até o momento são sobre a testagem para COVID-19 na rede municipal em Macaé e como evitar a contaminação.

“Estamos na fase de transmissão comunitária, na qual o vírus circula na comunidade. Para evitar a contaminação o indicado é o distanciamento ou isolamento social e o uso de máscaras em locais públicos.  A testagem com isolamento e o acompanhamento atento das pessoas com resultado positivo pelo sistema de saúde completam o esquema que deu bons resultados em outros países”, finalizou o professor.

O programa de teleatendimento da UFRJ funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Jornalista: Tathiana Campolina

Foto: Arquivo pessoal do aluno Leandro dos Santos de Oliveira

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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