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Profissionais aproveitam a pandemia para lançar projetos digitais

Publicado em 11/07/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Daiana, Suellen e Gisele viram uma oportunidade durante a pandemia

Daiana, Suellen e Gisele viram uma oportunidade durante a pandemia

A pandemia de COVID-19 está obrigando muitas pessoas a se reinventarem no trabalho e alguns profissionais estão aproveitando a mudança de comportamento da população para tirarem projetos do papel. Esse é o caso da historiadora, Daiana de Souza Andrade, da coach de emagrecimento, Suellen Dutra, e da personal trainer, Gisele Novaes.

A fase de distanciamento social começou no fim da licença maternidade da professora Daiana e o retorno para a escola ficou mais distante. “Estava com muitas saudades da sala de aula e comecei a lecionar online, foi muito reconfortante ver meus alunos. Ao mesmo tempo, iniciou a repercussão do assassinato de George Floyd pela polícia dos EUA, o debate sobre o racismo se concretizou nas mídias sociais e eu achei que podia contribuir de alguma forma”, contou.

Assim nasceu o projeto Vai Estudar História, no Instragram, para tornar público, através de fotos, vídeos e textos a história e cultura da população negra, principalmente a brasileira. “Também leciono o curso online ‘Como chegamos até aqui: História e Negritude’, no qual abordo, de forma dinâmica e descontraída, temas como a história da colonização das Américas, o tráfico atlântico de pessoas, a história brasileira com foco nas populações negras, o pós-abolição, os movimentos negros e conceitos como racismo, darwinismo social e escravidão. São dois encontros de duas horas, pela plataforma Google Meet. No fim, envio o certificado e uma bibliografia comentada para aqueles que desejam se aprofundar mais”, explicou.

Suellen Dutra já sonhava com o projeto “TransFORME: TransFORME sua mente, TransFORME seu corpo”. Antes do distanciamento social fazia atendimentos presenciais e poucos online, mas sentia que a migração para o mundo digital seria questão de tempo. “Já tinha isso no meu coração e a pandemia veio para me mostrar que esse seria o momento. Então, logo no início, eu comecei a escrever conteúdo para poder realizá-lo”, disse.

Durante o desenvolvimento do projeto, Suellen agregou a educadora física e personal trainer, Gisele Novaes, ao empreendimento, a fim de aliar a transformação da mente e do corpo para o público feminino. “No momento estamos gravando as aulas. Serão 40 de transformação de mindset e 40 vídeos de treinamento, que ficarão disponíveis em uma plataforma digital. Paralelo a isso, estamos realizando um trabalho na internet. Há três meses estamos de segunda a sexta-feira fazendo duas aulas ao vivo, diariamente, pelo Instagram: uma às 7h, que é o treinamento físico, e outra às 11h, que é o bate papo comigo sobre transformar a mente. Não adianta emagrecer se seu pensamento não mudar. É preciso fazer a transformação, para que os resultados sejam duradouros”, salientou.

Os dois projetos apresentam uma aceitação muito positiva, conforme o relato das suas idealizadoras.

“A primeira turma do curso ‘Como chegamos até aqui: História e Negritude’ foi uma experiência muito boa. Percebi que pessoas se matriculam para entender melhor as questões que muitas vezes elas não tinham a quem perguntar. Mesmo com a internet cheia de informação, nada supera uma boa conversa e um ambiente seguro para entender melhor temas polêmicos, sensíveis e mesmo traumáticos para grande parte da população desse país. Tive retornos bem positivos, como podem ser vistos nos depoimentos que postamos no perfil”, frisou Daiana.

“A aceitação está maravilhosa, nós temos muitas ‘borboletas’ acompanhando assiduamente nossas aulas e se transformando. Chamamos as nossas seguidoras assíduas de borboletas, porque realmente é uma transformação, elas saem do casulo para se transformarem. Estamos muito confiantes e felizes com todas as demonstrações de carinho e demandas que estamos recebendo”, afirmou Suellen.

Daiana e Suellen acreditam que os projetos tendem a crescer e não vão cessar após a pandemia.

“Num momento de proliferação de fake news e de disputa de narrativas, inclusive históricas, a ciência precisa estar acessível ao público. Vejo o Vai Estudar História com essa missão também, o que chamamos no meio acadêmico de História Pública”, reforçou.

Suellen acredita que os cursos online se concretizarão e já está com planos de ampliar o trabalho.

“Estamos fazendo esse curso já pensando em outros projetos paralelos, sempre na mesma linha online e na transformação das pessoas. Já começamos a agregar outros profissionais para darmos continuidade nas nossas atividades”, concluiu.

Jornalista: Tathiana Campolina

Fotos: Arquivos pessoais das entrevistadas

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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