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Quarentena gorda ou magra?

Publicado em 08/07/2020 Editoria: Saúde 1 comentário Comente! Imprimir


Rafaela iniciou a quarentena com a alimentação descontrolada e Dryelle começou focada. Nutricionista, Juliana Lyra, dá dicas para esse período em casa

Rafaela iniciou a quarentena com a alimentação descontrolada e Dryelle começou focada. Nutricionista, Juliana Lyra, dá dicas para esse período em casa

Ser obrigado a ficar em casa o dia todo foi um susto para muitas pessoas e os hábitos de grande parte da população foram alterados desde março. Trabalhar em casa com toda a família ao redor, ter que estudar com filhos pelo computador, fazer as tarefas domésticas e cozinhar para a família são alguns exemplos de atividades que a população teve que aprender a realizar diariamente. Com tantas mudanças repentinas, é possível verificar diferenças no comportamento antes e depois da quarentena e ainda classificar se esse período recluso está gordo ou magro para você.

Rafaela Nascimento disse que começou a quarentena comendo muita besteira, dormindo muito tarde e ficando cansada demais. “Para subir escada eu sentia falta de ar. Acredito que ficar em casa gera muita ansiedade e estou tendo muita vontade de comer doce”, contou.

Ela resolveu mudar. Há 15 dias começou a fazer atividades físicas e há uma semana iniciou um acompanhamento nutricional e psicológico para auxiliá-la. “Eu preciso de alguém me guiando e já vejo diferença no meu organismo. Sinto que o meu metabolismo está voltando ao normal, estou dormindo e acordando mais cedo e tomando floral para ajudar a ansiedade”, revelou.

Dryelle Alves Viana aproveitou a quarentena para focar na dieta e na atividade física. Amante do esporte e praticante de Crossfit, futsal e handball, estava voltando de uma lesão no início da pandemia e precisou adaptar as suas atividades para não perder o foco. “No início da quarentena eu decidi dar um jeito de continuar minhas atividades físicas, tanto para não perder a forma, quanto para continuar a minha recuperação. Desde então, faço exercícios todos os dias e hoje ainda consigo treinar melhor. A maior mudança foi deixar de fazer esportes coletivos para treinar sozinha, mas me adaptei bem, pois tenho prestado mais atenção nos exercícios e conto com o apoio de um professor de educação física”, explicou.

Em relação à alimentação, Dryelle afirmou que nunca foi muito disciplinada, mas que o tempo mais livre a fez enxergar a necessidade e seguir uma vida mais saudável. “Percebi que através do auxílio de um profissional a dieta não precisa ser sofrida para fazer efeito. Estou amando meus resultados, não só com a melhora nos exercícios, mas principalmente estética e mentalmente”, salientou.

A nutricionista Juliana Lyra explicou que durante o tempo do ócio as pessoas ficam entediadas, sem saber o que fazer, por isso é difícil focar. “Ficar sem fazer nada pode gerar ansiedade e as pessoas tendem a descontar na comida. A dica que eu dou é sempre buscar uma atividade, como ler um livro, ver uma série ou fazer uma caminhada de máscara, para não ficar sem pensar em nada. “, frisou.

O Macaé News pediu algumas dicas para a nutricionista, tanto para quem não está conseguindo ter uma alimentação saudável, quanto para as pessoas que resolveram mudar a alimentação nesse período. “Principalmente nos dias mais frios as pessoas podem optar por cremes e caldos mais à noite, que são comidas que dão conforto, por exemplo, um creme de abóbora com gengibre, cenoura e uma proteína, como frango desfiado ou uma carne moída, ou creme de couve-flor com chuchu; mas cuidado com as refeições ricas em tubérculos e carboidratos, como aipim, inhame, batata doce e macarrão. Não há necessidade de fazer um caldo de batata baroa com macarrão, por exemplo. Mingau de aveia também é uma opção boa, pode adicionar uma banana, que dá sensação de saciedade, ou cacau, que traz conforto mais à noite também”, explicou.

Para as pessoas que resolveram fazer uma dieta sem acompanhamento nutricional, Juliana fez um alerta: “Quando alguém faz alguma restrição alimentar por conta própria, ela corre o risco de ficar com deficiência de alguma vitamina ou contrair uma anemia, uma desnutrição proteica, por deixar de consumir um determinado grupo de alimento ou não comer a quantidade adequada, conforme a sua necessidade corpórea. Cada pessoa possui a sua individualidade, por isso é importante a ajuda profissional”, ressaltou.

Juliana lembrou que em Macaé, nutricionistas estão autorizados a atender na parte da manhã, presencialmente, e os pacientes também têm a opção do atendimento online.

Jornalista: Tathiana Campolina

Fotos: Arquivos pessoais das entrevistadas

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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