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Após ação da PF em seu escritório, Helena Witzel lamenta 'motivação política'

Publicado em 26/05/2020 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


A primeira-dama do Rio, Helena Witzel, emitiu uma nota lamentando a operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira. Responsável pelo escritório HW Assessoria Jurídica, a advogada confirmou que prestou atendimento para empresa de Mário Peixoto, mas informou ter recebido honorários, emitido nota fiscal e declarado regularmente os valores. "A advogada Helena Witzel reitera seu respeito às instituições, mas lamenta que a operação tenha sido imbuída de indisfarçada motivação política, sendo sintomático, a esse respeito, que a ação foi antecipada na véspera por deputada federal aliada do presidente Jair Bolsonaro", diz a nota.

De acordo com a investigação, há um esquema de corrupção envolvendo a organização social Instituto de Atenção Básica e Atenção à Saúde (Iabas), contratada para a instalação de hospitais de campanha, e agentes públicos, incluindo gestores da Secretaria estadual de Saúde, responsáveis pelo processo de compra. Contratada para fornecer o material necessário para o funcionamento das unidades, a Iabas teria fraudado documentos e superfaturado o valor dos insumos.

A ação foi comandada pela Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal e cumpriu 12 mandados de busca e apreensão – sendo 10 no Rio e dois em São Paulo. Os mandados foram expedidos pelo relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Benedito Gonçalves. Dentre os outros endereços em que os agentes foram enviados ao Rio estão:

Centro: sede da Secretaria de Saúde, do escritório do Iabas e do escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel

Botafogo: residência do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, atual secretário extraordinário de Acompanhamento da covid-19 do Rio

Leblon: residência do ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves
Grajaú: onde o governador morava antes de se ser eleito
Em nota, Witzel nega participação nas irregularidade investigadas; veja íntegra do comunicado divulgado pelo governador!

"Não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal.

Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará. A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada.

Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos. Não abandonarei meus princípios e muito menos o Estado do Rio de Janeiro".

Já a direção do Iabas informou que "forneceu às autoridades todas as informações e documentos solicitados e está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos".
"O objetivo do Iabas é promover o melhor atendimento às vítimas da covid-19 e salvar vidas", acrescentou, em nota.

› FONTE: O Dia


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