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Movimento em prol da adoção de crianças ganha força em Rio das Ostras

Publicado em 16/05/2014 Editoria: Assistência Social sem comentários Comente! Imprimir


Semana Estadual da Adoção de Crianças e Adolescentes começa no dia 17, com várias atividades na cidade

O tema adoção de crianças e adolescentes vem ganhando uma força maior no município de Rio das Ostras. A nova lei da Adoção, de nº 12.010/2009, que modificou alguns itens no processo, contribuiu para a melhoria no que diz respeito a essa abordagem. Como a devolução de crianças é um dos grandes problemas em todo o país, uma das alterações da lei foi em relação à preparação dos candidatos a habilitação no processo de adoção.
 
Segundo a lei, é obrigatório que candidatos participem hoje de grupos reflexivos para adoção. De acordo com a presidente do Grupo de Apoio à Adoção de Rio das Ostras (Adote), Tânia Saldanha, a formação desses grupos é muito importante no sentido de estar preparando candidatos, tirando dúvidas e estimulando, por exemplo, na questão da adoção de grupo de irmãos ou crianças com problemas de saúde. Ela diz que foram vários fatores que contribuiram para melhorar as questões que envolvem o tema. “Em Rio das Ostras, foi muito importante o surgimento do grupo de apoio em 2007 e a instituição da lei da Semana Estadual da Adoção, na época em que o prefeito Sabino, como deputado estadual fundou a frente parlamentar Pró-Adoção. Fez uma diferença enorme e a partir daí, o movimento ganhou força também em outros Estados, mobilizando pessoas a discutirem o tema de forma mais ampliada”, ressalta.
 
Ainda segundo Tânia, o trabalho em torno da questão da habilitação é feito através de um convênio junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As reuniões do Adote são realizadas toda última segunda-feira do mês, às 18h30, no prédio anexo à Igreja Nossa Senhora da Conceição, no centro de Rio das Ostras. Qualquer pessoa pode participar.
 
Para comemorar e levar este movimento de forma informativa às famílias riostrenses, a Semana da Adoção em Rio das Ostras começa neste sábado, dia 17, com a 4ª Feijoada da Adoção, às 12h30, no restaurante Bartrô. Parte da renda arrecadada será revertida ao Adote. O valor é de R$35 por pessoa e reservas antecipadas pelo telefone: (22) 2764-7782. A programação continua no domingo, dia 18, quando será realizada a 7ª Caminhada da Adoção, com concentração às 9h, na praça da Baleia. Ano passado, a caminhada reuniu 200 pessoas. Já na quarta-feira, dia 21, acontece a 2ª Pedalada da Adoção, às 19h, saindo da praça José Pereira Câmara, no Centro. A finalidade de todos os eventos é reunir famílias adotivas e não adotivas, amigos, autoridades e toda sociedade para cutir e divulgar essa questão tão eminente.
 
Entre as atividades, também tem uma ação importante no dia 23, com a campanha “Adoção - Vista essa camisa”, em parceria com a prefeitura e apoio das secretarias municipais, comércio local e outras instituições. “A ação vem mobilizar a cidade a vestir essa camisa e dar uma maior visibilidade ao tema dentro do município e redes sociais. Estaremos com uma tenda na praça José Pereira Câmara, fazendo distribuição de folhetos informativos e tirando dúvidas. No dia 25, que é o Dia Nacional da Adoção, finalizamos com a grande caminhada na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, onde estarão reunidos todos os grupos de apoio a Adoção do Estado”, completa Tânia, lembrando que a camisa está à venda a R$20 no Bartrô e Adega Cocoricó. Interessados em transporte para o Rio deve entrar em contato pelo e-mail: adote@adote.net.
 
Dificuldades no processo de adoção
 
Márcia Barelli, de Rio das Ostras, conta que seu filho Matheus foi adotado com três meses de vida. Ela diz que sempre teve vontade de adotar, independente de ter filhos biológicos. Segundo ela, os pais do menino, que viviam no Rio de Janeiro, tinham parentesco com seu marido e queriam entregá-lo para adoção. Como Márcia teve problema de endometriose, fez várias cirurgias e não engravidou, decidiu junto ao esposo adotar a criança.
 
Atualmente, Matheus está com quatro anos. Ela ainda lembra que chegaram a entrar com o processo sem fazer habilitação, pois não tinha noção dos trâmites da Justiça. Mas procurou um advogado e, hoje, tem um documento provisório. “É um processo muito demorado, levou dois anos para uma assistente social ir a minha casa. Em julho deve sair a documentação definitiva. Com 15 anos de casada, resolvi parar tudo para ser mãe do Matheus, o contrato com a prefeitura, os cursos. Tinha muito medo que o maltratassem e hoje sou uma mãe super protetora. Mas é muito bom, o amor é muito maior diante das dificuldades e, a participação do grupo de apoio a Adoção foi, sem dúvida, muito importante nesse processo. Todo mundo tem que participar”, declara.
 
Quanto às dificuldades no processo de adoção, a presidente da Adote diz que a morosidade da Justiça, o tempo que leva para sair a habilitação ainda é um entrave. Segundo ela, o fato acaba estimulando as adoções ilegais. Mas, Tânia Saldanha explica, por exemplo, que quando alguém encontra um bebê no lixo ou abandonado na porta de casa, o primeiro procedimento a tomar é sempre buscar a competência da Justiça.
 
Segundo Tânia, o Adote está iniciando um projeto para buscar junto à secretaria de Saúde para trabalhar essa questão, informando que não tem punição para quem dá um filho para adoção. “Todo trabalho é pela adoção legal, saudável, porque isso é para sempre. É uma grande preocupação e queremos uma equipe técnica da Saúde para acompanhar nesse trabalho e levar as informações necessárias. Há demanda na cidade, recebemos vários telefonemas de pessoas querendo dar um filho”, conclui. 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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