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Macaé, cidade de Benedito Lacerda, possui seu estilo musical próprio: o Chorinho

Publicado em 12/03/2020 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


O instrumentista completaria 117, no próximo sábado (14)

O instrumentista completaria 117, no próximo sábado (14)

O instrumentista completaria 117, no próximo sábado (14). Ô Zé Gastronomia estabeleceu todas as sextas-feiras como ponto de encontro dos amantes deste nobre estilo

Assim como o Rio de Janeiro é a cidade do Samba e Conservatória o reduto da Seresta, Macaé também um estilo musical, o Chorinho, baseado na sua própria história. Cidade de Benedito Lacerda, um dos grandes nomes do choro, apontado como o primeiro estilo musical urbano tipicamente brasileiro, que aliás, completaria 117, no próximo sábado (14). Exímio flautista e compositor, foi parceiro musical de grandes artistas como Noel Rosa e Pixinguinha.

O gênero mais antigo e rico da música instrumental brasileira, presente desde o século 20 em todas as regiões do país, está cada vez mais atuante na cidade e conta com muitas rodas espalhadas pela cidade.

Para facilitar a vida de chorões e choronas, Ô Zé Gastronomia estabeleceu todas as sextas-feiras como ponto de encontro dos amantes do estilo, onde se pode escutar e conhecer um pouco mais sobre essa expressão musical genuinamente brasileira.

Quem está embalando as noites de sexta-feira, na casa, é a Banda Regional Choro do Biguá, formada por Jean Macaé (Flauta); Gustavo Oliveira (Cavaquinho e Voz); Lauro Júnior (Violão 7 cordas); Jean Pedro (Pandeiro); Alex André (Surdo). A Banda carrega o nome de um pássaro nativo, Biguá.

Além do Choro, a banda ainda encanta o público com o melhor do Samba. Pixinguinha, Jacob do Bandorim, Altamiro Carrilho, Chiquinha Gonzaga, Cartola, Noel Rosa, Chico Buarque, João Bosco, Tom Jobim, fazem parte do repertório da banda, diferenciada por tocar tanto canção quanto instrumental.

“Ô Zé Gastronomia busca valorizar a história da cidade. Pensamos em cada detalhe, desde a inauguração da casa. Até o nosso Menu está ligado a Macaé. Sabemos que a boa música sempre foi fomentada no município, através da Lyra dos Conspiradores, Nova Aurora, Bico da Coruja e claro, do nosso saudoso, Benedito Lacerda. Por toda essa identidade, inserimos Choro e Samba em nossa programação semanal”, disse o empresário Vitor Neves.  

História do gênero choro ou chorinho - O choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero de música popular e instrumental brasileira, que surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX. Pode ser considerada como a primeira música urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, reconhecido em excelência e requinte.

A composição instrumental dos primeiros grupos de choro era baseada na trinca flauta, violão e cavaquinho - a esse núcleo inicial do choro também se chamava pau e corda, por serem de ébano as flautas usadas -, mas com o desenvolvimento do gênero, outros instrumentos de corda e sopro foram incorporados.

Os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta da década de 1870, nascidos nas biroscas do bairro Cidade Nova e nos quintais dos subúrbios cariocas. O flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado, os pianistas Ernesto Nazaré e Chiquinha Gonzaga e o maestro Anacleto de Medeiros compuseram quadrilhas, polcas, tangos, maxixes, xotes e marchas, estabelecendo os pilares do choro e da música popular carioca da virada do século XIX. Herdeiro de toda essa tradição musical, Pixinguinha consolidou o choro como gênero musical, levando o virtuosismo na flauta e aperfeiçoando a linguagem do contraponto com seu saxofone e organizou inúmeros grupos musicais, tornando-se um dos maiores representantes do choro no país.

› FONTE: MF Extrema Comunicação Integrada


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