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Cartão de crédito terá que cobrar dólar do dia compra a partir de março

Publicado em 24/02/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Boa notícia para quem viaja e faz compras no exterior. O susto na hora de pagar o cartão de crédito, quando chega a fatura, está com dias contados, como adiantou o SNB.

Por determinação do Banco Central, a partir de março as empresas que administram cartões de crédito terão que usar a cotação do dólar do dia em que a compra foi feita, para calcular a dívida do cliente. Hoje é cobrado o dólar data do fechamento da fatura.

Assim, as compras feitas em moeda estrangeira com cartão de crédito chegarão na fatura, obrigatoriamente, com o valor da cotação do dia em que foram realizadas.

O consumidor poderá para prever melhor quanto dará a compra feita em moeda estrangeira no cartão de crédito, em um momento de fortes oscilações do dólar.

Mas não barateia a conversão, já que o dólar do dia da compra pode ser maior que o do fechamento da fatura. Aí é uma questão de sorte.

A mudança foi estabelecida por norma do Banco Central (BC) em 2018, detalhada em circular de outubro de 2019 e entra em vigor no mês que vem.

As empresas também terão que divulgar informações sobre as taxas de conversão do dólar dos EUA para reais utilizadas no cálculo, inclusive em canais eletrônicos de atendimento ao cliente. O valor deverá ser detalhado com quatro casas decimais

Como

Cada instituição vai adiciona um spread, ou seja, uma taxa extra, que costuma girar em torno de 4%. Com esse acréscimo, o valor cobrado fica similar ao do dólar turismo.

Se os gastos forem em outras moedas, diferentes do dólar americano, o banco realiza duas conversões – do real para o dólar e do dólar para a outra moeda -, o que significa que são cobradas duas taxas de câmbio e dois spreads diferentes.

Importante lembrar que, sobre as compras em moeda estrangeira utilizando cartão de crédito, incide um Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.

Porém o IOF para compra de moeda estrangeira em espécie é consideravelmente menor, de 1,1%, então ainda é melhor fazer as compras em dinheiro vivo.

Com informações do InfoMoney

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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