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Ex-prefeita de Conceição de Macabu presta depoimento na PF/Macaé

Publicado em 13/12/2013 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


Tedi é acusada por falsidade ideológica, formação de quadrilha, licitações fraudulentas, entre outros Durante toda a tarde desta sexta-feira (13), a ex-prefeita de Conceição de Macabu, Lídia Mercedes, a Tedi, esteve na sede da Delegacia da Polícia Federal em Macaé prestando depoimento contra, pelo menos, quatro tipos de acusações. Tedi foi indiciada por falsidade ideológica, formação de quadrilha, licitações fraudulentas, entre outros. Desde junho deste ano, a PF investiga o uso ilegal de verbas públicas e aponta a ex-prefeita como integrante de uma quadrilha que desviou R$ 4 milhões da Secretaria de Educação do município. Recursos que foram repassados pelo Ministério da Educação e que deveriam ser empregados em compra de merenda e contratação de transporte escolar. A quadrilha desviou o dinheiro promovendo licitações fraudulentas, beneficiando empresas fantasmas que eram criadas para emitir notas frias, justificando o recebimento de verbas e repasses a empresas de fachada criada, inclusive, por Robson Gabriel da Silva Barbosa de Moraes, filho do ex-secretário de serviços públicos do município. Na última quarta-feira (11), a Polícia Federal deflagrou a operação "Ave de Fogo" na cidade. Documentos foram apreendidos nas sedes da Prefeitura, Secretaria de Educação e na casa de Tedi, mas ela não foi encontrada. Na ocasião, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e 10 de condução coercitiva - quando investigados são encaminhados para a sede da PF para prestar depoimentos, mas não podem ser presos por falta de prova direta que comprova o crime. O depoimento demorou cerca de seis horas. O advogado de defesa, François Pimentel, especializado na área criminal, afirma que a cliente não tem envolvimento com as fraudes. E disse que ela prestou depoimento somente como testemunha. “Não há qualquer fraude em licitação e prova que constatam o envolvimento de Tedi. Quanto aos dois presos, já entrei com o pedido de revogação de prisão temporária e ambos devem ser liberados nos próximos dias”, disse o advogado. Contradizendo o advogado, a Polícia Federal continua com a mesma tese de que a prefeita é sim indiciada e não pode sair do país enquanto houver a investigação. Segundo o delegado da Polícia Federal, Dr. Júlio Ribeiro a Procuradoria da República que acompanhou toda a investigação vai analisar o depoimento e logo entrará em ação.

 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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