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Incentivos rurais amplia produção leiteira e aumenta renda na zona rural de Macaé

Publicado em 09/05/2014 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Fornecimento de alimentação suplementar para o gado é sempre importante essa época do ano

Fornecimento de alimentação suplementar para o gado é sempre importante essa época do ano

Pequenos Agricultores da região Serrana de Macaé estão sendo contemplados, com a distribuição gratuita de mudas de cana. Introduzida no período colonial, a cana se transformou em uma das principais culturas da econo­mia brasileira, e hoje, mesmo com outros insumos, ela con­tinua servindo na agricultura. O Brasil não é apenas o maior produtor de cana, é também o primeiro do mundo na pro­dução de açúcar e etanol e conquista, cada vez mais, o mercado externo com o uso do biocombustível como al­ternativa energética.

Mas em Macaé, a cana vem sendo usada de outra for­ma. Por conta da intensidade e duração da época de seca nos campos, o fornecimento de alimentação suplementar para o gado é sempre impor­tante. Por isso, o produtor deve estar constantemente preparado e munido de um planejamento alimentar, para que seu rebanho tenha condi­ções de enfrentar os períodos sem chuva.

Em tempos de seca, o ca­pim não cresce com o mesmo vigor que apresenta em condi­ções climáticas mais adequa­das e tem seu valor nutricio­nal reduzido, prejudicando a quantidade e a qualidade da forragem das pastagens que servem de alimento para os animais. Se depender apenas do pasto para fazer as refei­ções durante o período seco, o gado terá perda de peso, queda na produção de leite e na taxa de fertilidade, além de maior predisposição a con­trair doenças e correr risco de morte.

Assim, em época de chuva escassa, o uso de suplemen­tação alimentar é essencial para manter o gado saudá­vel. Cana-de-açúcar e ureia, capim-elefante, leguminosas forrageiras, diferimento de pastagens e silagem, são al­gumas alternativas práticas e economicamente viáveis para nutrir os animais enquanto o tempo seco permanecer. O produtor também pode fazer uso racional de alimentos re­gionais, como subprodutos agroindustriais. Em geral, eles são de baixo custo e de fá­cil aquisição e transporte.

Contudo, têm como li­mitações o desconhecimento de sua composição química e valor nutritivo, além de pro­blemas de armazenamento, de conservação e de disponi­bilidade ao longo do ano. Por conta disso os produtores de Macaé, já colhem os resulta­dos de um projeto desenvolvi­do para melhorar a qualidade e a produtividade no local. A estiagem nos últimos meses, fez com que a cana passasse a ser usada como fonte forra­geira para o período da seca, além de fonte de alimentação de bovinos confinados ou em pastejo.

Essa foi uma das formas encontrada para tentar resol­ver problemas relacionados à baixa disponibilidade de ma­téria, ou seja, pastagem. Em épocas de secas prolongadas, o rebanho bovino, principal­mente as vacas leiteiras, sofre com a baixa qualidade do ca­pim, resultando prejuízos aos criadores. Para resolver isso, a secretaria de Agroeconomia preparou e plantou áreas com cana forrageira para os pro­dutores.

Foram fornecidas mudas de cana, própria para uso alimentar das vacas leiteiras, além de calcário e adubo quí­mico adequado. Para um bom rendimento, a cana deve ser picada e não triturada, para efetivamente reduzir o com­primento da fibra e melhorar o seu consumo do animal. Em entrevista por telefone, o secretário municipal de Agro­economia, Aurélio Vascon­cellos, revelou que essa foi a forma adequada e rápida en­contrada e com resultado po­sitivo para ajudar o pequeno produtor rural, que vem dia­-a-dia perdendo rendimento com a produção de leite na região.

Em condições normais de clima, a área plantada com cana forrageira poderá alimentar 100% do atual re­banho de vacas leiteiras, por um período entre seis e sete meses, solucionando desse modo um grave problema en­frentado pelos criadores. Ao mesmo tempo, mostrando­-lhes a possibilidade de pro­dução de leite estável durante o ano todo. Seu Antônio Luiz, 45 anos tem propriedade na área rural do Sana, e conta que dedicou parte de sua pro­priedade para plantar a cana, esperando bons rendimentos. “O resultado foi obtido em pouco tempo. Tive queda na produção, mas nada que pu­desse ser prejudicial à renda da família”, destaca ele.

A estiagem acabou sendo, nos últimos meses a princi­pal causa desse incentivo. “O interessado deve procurar a sede da secretaria que fica no Parque de Exposições Latiff Mussi, no bairro São José do Barreto, e solicitar o recebi­mento da muda. O produtor, precisa ter pelo menos um espaço para plantar. Após, ele precisa ainda ceder cerca de 10% produzido para o pro­dutor que solicitar também a muda. Ou seja, é um ciclo, e desta forma um ajuda o ou­tro”, explica.

Para a implantação de um canavial, deve-se fazer, ini­cialmente, o planejamento da área, realizando um levanta­mento topográfico. Nos locais de plantio é feito um trabalho de engenharia, conhecido como sistematização do ter­reno, no qual se subdivide a área em talhões e alocam-se os carreadores principais e secundários.

Todos os lotes estão lo­calizados na parte plana do terreno e ter boa fertilidade natural. No entanto, drena­gens regulares são necessá­rias para que sejam realizadas produções rentáveis e para que alagamentos em épocas de chuvas intensas sejam evitados. “A vocação natural destas áreas está voltada e indicada para as atividades agropecuárias, favorecendo os cultivos agrícolas mecani­zados ”, explica Aurélio.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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