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Nova Constituição e reforma no STF são debatidas em evento com Bolsonaro

Publicado em 06/10/2019 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Com participação do presidente Jair Bolsonaro por meio de uma videoconferência, um evento de conservadores no interior de São Paulo debateu possíveis reformas do governo federal. Uma nova Constituição para o país, sistema parlamentarista e mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) foram algumas das ideias debatidas pelos deputados federais do PSL, palestrantes do evento.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), herdeiro da família real brasileira, afirmou que o país precisa de uma reforma constitucional. Segundo ele, a atual carta, de 1988, é "pouco conservadora, quase socialista".

"O legado mais importante que o presidente Bolsonaro pode deixar não é a mudança econômica. Isso qualquer governo altera. Mas alterar a base constitucional, esse sim é um grande legado de um grande estadista", declarou o deputado para o público do evento.

Ele afirmou que uma nova Constituição deve começar a ser debatida entre o "primeiro e segundo mandato" do presidente Bolsonaro. Antes, ele diz que é preciso aprovar as reformas econômicas e administrativas.

Em outro tema polêmico, Bia Kicis (DF) anunciou que já tem as assinaturas necessárias para a proposta de emenda à Constituição (PEC) que anula a PEC da Bengala. Trata-se do projeto aprovado pela Câmara em 2015 que aumentou a idade de aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo de 70 para 75 anos e evitou, assim, que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) nomeasse mais ministros para a Corte.

Mudar o sistema presidencialista para parlamentarista foi outro projeto debatido. Kicis e Carla Zambelli (SP) afirmaram apoiar a ideia, mas que "não dá pra discutir isso enquanto temos Rodrigo Maia na presidência da Câmara".

Líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (SP) disse que a Câmara não está pronta para debater a agenda conservadora de Bolsonaro. Para ela, seria preciso primeiro aprovar as reformas da Previdência, fiscal e administrativa antes de se debater a pauta de costumes.

Hasselmann ainda rebateu os comentários de que seria a "rainha do centrão" por ter de dialogar com o centro e a esquerda pela aprovação dos projetos do governo. Ela declarou que "ativa o modo fofa" para conseguir conversar com quase todo mundo. A exceção, segundo ela, é a deputada Maria do Rosário (PT), em quem "tem vontade de dar uns tapas".

Fonte: Último Segundo 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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