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Projeto do Programa de Educação Patrimonial atrai escolas

Publicado em 19/09/2019 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


O projeto ‘Lugares de Memória’, que inclui inicialmente a visitação ao Solar dos Mellos

O projeto ‘Lugares de Memória’, que inclui inicialmente a visitação ao Solar dos Mellos

O ‘Lugares de Memória’ está com agenda aberta para os meses de outubro, novembro e dezembro. Um tour histórico, cultural e turístico, gratuito, com visitas monitoradas por historiador, ao Solar dos Mellos, no Centro da cidade, e ao Forte Marechal Hermes – 9ª Bateria Antiaérea do Exército Brasileiro, no bairro Imbetiba, atrai diferentes grupos e especialmente escolas. 

Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (22) 2759-5049 ou pelo e-mail solardosmellos@macae.rj.gov.br. O horário de atendimento do museu é das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira.

O projeto ‘Lugares de Memória’, que inclui inicialmente a visitação ao Solar dos Mellos - Museu da Cidade de Macaé, acontece toda quarta-feira nos turnos da manhã (das 9h30 às 11h30) e da tarde (das 14h às 16h). São agendados grupos de 10 a 40 pessoas que, depois de passarem pelo museu, visitam patrimônios da memória macaense, como o Forte Marechal Hermes, no bairro Imbetiba, a Igreja de Santana, no Morro de Santana, entre outros roteiros. A instituição interessada em participar deste projeto que integra o Programa de Educação Patrimonial de Macaé deve ter veículo próprio.

"Atendemos gratuitamente a instituições públicas e privadas e a grupos em geral, desde que tenham no mínimo dez pessoas e veículo disponível. Hoje viemos visitar o Forte Marechal Hermes, um dos patrimônios históricos materiais mais antigos de Macaé em atividade. Através deste trabalho proporcionamos aos alunos uma prática vivente fora da sala de aula, para que reconheçam a importância dos patrimônios históricos para a sociedade e para que, por meio disso, possam encontrar a sua própria identidade cultural" disse o historiador.

O professor Bruno Rodrigues, na quarta-feira (18), guiou turmas do Colégio Municipal Neuza Goulart Brizola, do bairro Barra de Macaé. No turno da manhã foram turmas do 2º ano do Ensino Fundamental, e, à tarde, turmas de 3º ano e de Correção de Fluxo.

O estudante João Pedro Andrade (12) demonstrou muita empolgação quando a excursão chegou ao Morro da Fortaleza para que os alunos conhecessem os canhões que chegaram ao Brasil de caravelas. "Foi a parte que eu mais gostei do passeio, porque eu nunca tinha encostado em um canhão. O meu ideal é, quando eu crescer, ser um militar" contou.

A aluna do 3º ano, Thalita Freitas de Matos (9), disse que conhecer os canhões também foi um de seus momentos preferidos da excursão, concorrendo com a visão da paisagem da cidade do mirante do forte."Amacajuda bastante na nossa educação, porque a gente aprende mais e se diverte. Eu gosto muito da minha escola" disse.

Uma das professoras presentes, Luciane Conceição (3º ano de escolaridade) disse que, sempre que possível, a escola proporciona passeios com seus alunos."Alguns dos alunos não tinham tido a oportunidade de conhecer o forte. Hoje trouxemos cinco turmas, duas de manhã e três à tarde. Em julho, mês do aniversário da cidade, trabalhamos a História de Macaé e tratamos dos lugares históricos e sobre os pontos turísticos. Como surgiu este mês a oportunidade deste passeio, vamos reforçar tudo isso em sala de aula. A nossa intenção é que eles possam se apropriar desta história, realmente conhecendo estes pontos" frisa a professora.

Uma história fascinante

As crianças conheceram o Portal das Armas, o Monumento em Memória aos Artilheiros em Atividade de Guerra, a Capela, o Oratório e a Ladeira de Santa Bárbara (padroeira de Artilharia) e o Pavilhão de Comando, construído a partir de 1883, a pedido do ministro de Guerra, Marechal Hermes da Fonseca. Eles viram ainda o busto do patrono, Marechal Hemes, o mirante do forte e as primeiras instalações no local.

A primeira instalação no forte foi construída a partir de 1613. Era um muro de contenção e proteção, no chamado Morro da Fortaleza, com canhões que chegaram de caravelas.  O forte foi ampliado em 1762, para a proteção do porto, com a denominação de Forte Santo Antônio do Monte Frio ou Forte Santo Antônio do Morro Feio (até segunda metade do século IXX), quando a função do forte era a proteção marítima do litoral macaense.

A construção de um pavilhão de comando foi considera pelo governo da época de grande importância para a proteção do Porto de Imbetiba, que era o sexto maior em atividade no país. O pavilhão foi inaugurado com a atual nomenclatura, em 1910, quando passou a cuidar da proteção do espaço aéreo do litoral.

Para conhecer muito mais sobre esta história é preciso agendar a excursão por telefone, email ou pessoalmente, no endereço rua Conde de Araruama, 248, no Centro da Cidade.

› FONTE: Secom Macaé


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