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Banda Terça Maior incentiva a música instrumental em Rio das Ostras

Publicado em 02/05/2014 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Pedro Panesi

Pedro Panesi

»  Completando dois anos de atuação, integrantes da banda buscam maior abertura para o gênero musical na região
 
Com o intuito de apresentar e disseminar um pouco mais a música instrumental em Rio das Ostras e região, a banda Terça Maior, composta pelo violinista Gabriel Lobo, o saxofonista Júlio Pinheiro e o contrabaixista Bruno Py, completa seus primeiros dois anos de atuação levantando a bandeira em favor do gênero, que até então se mostra localmente tão pouco explorado.
 
“Quando cheguei a Rio das Ostras em 2010, pude acompanhar pela primeira vez o Jazz and Blues Festival, toda sua movimentação e o grande impacto que causava sobre o cenário cultural da cidade, porém, o que me chamou atenção foi perceber que quando terminava o festival, basicamente todas as atividades de música instrumental também desaparecia, e desde então comecei a pensar que esse potencial poderia e deveria ser mais explorado” conta Gabriel Lobo, que junto ao saxofonista Julio Pinheiro, resolveram juntos fundar uma banda que trabalhasse, exclusivamente a música instrumental.Com a chegada de mais um integrante, nasce então em meados de 2012 a Terça Maior.
 
De início, explica Gabriel, a banda surgiu como algo experimental, um piloto para testar qual seria a reação e aceitabilidade do público, diante de uma opção musical mais incomum dentro do contexto da região. Fizeram então suas primeiras apresentações em um pequeno bar próximo ao pólo universitário da Universidade Federal Fluminense. O resultado: em pouco tempo a banda foi ganhando repercussão e cultivando parcelas de apreciadores, além de convites para tocaram em eventos empresariais não apenas em Rio das Ostras, como também Macaé, Búzios, Cabo Frio e até no Rio de Janeiro.
 
Atualmente a Terça Maior se apresenta todas as terças-feiras no bar/pub Taberna da Amendoeira, e em todas as primeiras quintas-feiras do mês no restaurante Bartrô, ambos no centro de Rio das Ostras. Além do trio base, na maioria das vezes a banda conta também com a participação de diversos músicos locais como os contrabaixistas Wilian Tonasso e Marcos Lopes, os violonistas Ruben Pereira e Jefferson Ferreira, o guitarrista Diogo Spadaro, o saxofonista Samuel Daher, dentre muitos outros que vêm a complementar a viagem de som  regida pelos clássicos do jazz, passando pela bossa nova, MPB, chorinho, samba, e um pouco de composições autorais.
 
“A maior dificuldade que nós, e os outros poucos conjuntos de música instrumental enfrentamos na região, é a questão do espaço para atuarmos. Nosso espaço ainda é muito restrito porque infelizmente, na maior parte do empresariado local, prevalece uma mentalidade muito fechada ao gênero musical mais comercial, as músicas que estão em alta na mídia, ou mesmo covers de bandas já consagradas e poucas oportunidades se abrem para nosso gênero” destaca Gabriel. De acordo com Julio, há sim um pouco de resistência da parte do público quanto a música instrumental, principalmente pelo estranhamento inicial de não contar com um vocalista, ou intérprete, conforme a maioria das bandas convencionais, entretanto, existe sim um grande número de pessoas que apreciam esse gênero que conceitua até como um estilo de vida. “Na maioria das vezes, os proprietários locais só se preocupam em encher e lotar as suas casas noturnas, mas se esquecem de investir na qualidade musical. A música instrumental, por exemplo, embora normalmente não proporcione a quantidade, ela atrai um público diferenciado, o que pode ser muito mais interessante e compensador” argumenta o saxofonista.
 
Gabriel Lobo ainda ressalta que o Jazz e Blues Festival impulsiona, para muitas pessoas, um primeiro contato com a música instrumental. Da mesma forma, é preciso disseminar mais o gênero pela região, pois existe sim uma demanda grande, mas a oferta ainda é muito pequena. Gabriel deixa uma sugestão para que todos os donos de bares, restaurantes e empreendimentos do gênero abram mais as suas portas, nem que seja pelo menos uma vez por semana, à música instrumental, afinal, é preciso ampliar o cenário cultural da cidade que sedia um dos maiores eventos musicais do país.
 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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