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Rede de balanço em incubadora ajuda no desenvolvimento de prematuros

Publicado em 29/04/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


O método vem sendo usado desde o início do ano nas Unidades de Terapia Intensiva e Intermediária Neonatal da maternidade e os resultados estão sendo comemorados pelas equipes. Os bebês que passam por essa experiência apresentam ganho de peso e muitos começam a amamentação no peito mais rápido. Na avaliação da coordenadora médica da Neonatologia do Hospital Rocha Faria, Maria Angélica Sveiter, a terapia estimula o desenvolvimento motor do bebê.

– Quando ele é colocado na rede, isso simula que o bebê ainda está dentro do útero, com liberdade de movimentos. Além de reduzir o stress, essa terapia estimula o desenvolvimento motor do bebê – explicou Angélica Sveiter.

O bebê é colocado na rede todos os dias, por um tempo máximo de uma hora e meia, sempre depois de ser alimentado e em uma posição que seja confortável para ele.

O conforto é tanto que a Ana Júlia, que nasceu prematura após 27 semanas de gestação, reage imediatamente após ser colocada na rede. Ela abre os braços e pernas e se espreguiça. A mãe de Ana, Laís Braz Felício, de 20 anos, garante que o bebê tem apresentado desenvolvimento rápido com a terapia.

– Ela nasceu com 1,032 quilo. Logo na UTI, ela já foi colocada na rede, e quando entrei e a vi deitada, achei divertido. A equipe me explicou todo o procedimento e hoje acho que a Ana desenvolveu muito mais rápido. O que me chama mais a atenção é que o peso dela cresceu bem rápido, ela está com 1 quilo e 780, e mama no peito. Me sinto 100% segura do método – afirmou Laís.

A coordenadora de Enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Rocha Faria, Milierne Evangelista, está contabilizando os resultados apresentados até agora pelo método. Ela acrescenta que com o uso da rede na incubadora, o bebê simula a mesma posição de quando estava no útero da mãe e mantém um padrão adequado de desenvolvimento, similar aos que nasceram no tempo esperado.

– Durante a gestação, o ambiente intra-uterino é diferente do meio externo. Aqui foram existe muito barulho, faz frio, claridade, e a assistência humanizada contribui para minimizar esses fatores durante a recuperação desse prematuro – afirmou a coordenadora.

Mãe de primeira viagem e já enfrentando o susto de ter um filho prematuro, Stephanny da Silva Martins, de 19 anos, relata que o pequeno Emanuel, de um mês de idade, avalia que o filho gosta de ser mantido na rede.

– Ele fica todo espalhado e bem mais calmo. Quando chegou aqui na Unidade Intermediária, ele não mamava, era alimentado com sonda. E agora, cerca de dez dias depois de começar esse tratamento, já está amamentando e ganhou bastante peso. Ele nasceu com 1,2 kg e já está com 1,8 kg – explicou Stephanny.

Atualmente, são quatro redes em funcionamento na maternidade, mas outras dez serão instaladas nos próximos dias, para aumentar o número de bebês beneficiados pelo processo. A previsão é de que a técnica da rede seja estendida a todas as maternidades estaduais ainda no primeiro semestre deste ano.

Outras técnicas

A maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria tem sido pioneira na introdução de técnicas para auxiliar no desenvolvimento dos bebês. A unidade dispõe, por exemplo, do projeto Pai Canguru, criado para tornar possível o contato mais próximo entre os pais e o recém-nascido prematuro, promovendo a interação, fortalecendo o desenvolvimento psicoafetivo do bebê e garantindo aos pais a segurança necessária para cuidar e diminuir o sofrimento de seu filho nesta etapa delicada.

Além do Pai Canguru, técnicos da unidade ensinam as mães o método da Shantala, uma técnica oriental de massagem que permite acalmar um bebê recém-nascido, evitar cólicas e criar um momento único entre as mães e seus filhos. A equipe da maternidade ensina ainda como dar banho nos bebês em um ofurô feito com baldinhos e água morna, acalmando os recém-nascidos e estreitando laços entre mães e filhos.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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