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Gás vai alavancar economia de Macaé, aponta mercado

Publicado em 26/06/2019 Editoria: Brasil Offshore sem comentários Comente! Imprimir


O projeto Rota Cabiúnas, a construção e operação da usina termelétrica Marlim Azul, cujo gás natural será disponibilizado pela Shell

O projeto Rota Cabiúnas, a construção e operação da usina termelétrica Marlim Azul, cujo gás natural será disponibilizado pela Shell

Um dia após o governo federal anunciar um pacote de medidas para reduzir o preço do gás natural, Macaé reforça sua vocação para centro nacional e internacional de negócios ao ampliar a aquisição de investimentos no setor e vislumbrar um novo período de crescimento econômico. O projeto Rota Cabiúnas, a construção e operação da usina termelétrica Marlim Azul, cujo gás natural será disponibilizado pela Shell e a movimentação para a construção de outras usinas termelétricas no município foram alguns assuntos abordados pelo mercado neste primeiro dia da Brasil Offshore (25), que acontece até sexta-feira (28) no Centro de Convenções.

"Macaé tem a vantagem de ter a rota 2 do pré-sal aqui dentro, em Cabiúnas", atesta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Gerson Martins, ressaltando que o gás é o grande negócio hoje no município. "O gás consegue trazer qualquer tipo de empresa, principalmente com a decisão do governo federal de quebrar o monopólio do gás da Petrobras e de baratear o insumo porque é isso que a indústria quer: gás barato, indústria se instalando, desenvolvimento chegando e emprego gerado", enumera.

A rota 2, citada pelo secretário, se refere ao gasoduto de 382 quilômetros de extensão, que se inicia na área do pré-sal da Bacia de Santos e segue até a Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB), onde o gás é processado e distribuído. Gerson Martins destaca que o município possui duas termelétricas instaladas, o empreendimento que será operado pela Shell, duas que serão operadas pela Global Energy que estão ainda na fase de iniciar o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIARIMA) e outras previstas para o Complexo Logístico e Industrial de Macaé (Clima).

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim), Francisco Navega, avalia que o grande impulso econômico de Macaé no momento é o gás. "A Shell, com essa termelétrica colocando um ticket médio de energia elétrica extremamente competitivo, uma energia considerada estratégica para Macaé dentro de um polo industrial que já está licenciado, representa uma janela de oportunidade dentro do gás para Macaé", comenta.

Navega destaca que a expectativa dos novos leilões é que os poços antigos do pós-sal sejam operados por empresas menores, deixando o pré-sal só para as grandes empresas. "Além disso, com a venda do aeroporto para a iniciativa privada através da Zurich, estaremos conectados com as principais cidades do Brasil, com voos domésticos. Já um centro de convenções deste porte pode atrair um evento deste por mês, ou a cada dois meses", cita o presidente da Associação Comercial e Industrial, pontuando a importância da logística dentro do processo de crescimento econômico.

Segundo ele, as novas premissas do gás em fase de lançamento pelo governo federal criam um novo passo de reindustrialização do Brasil, o que passa por Macaé.

Micro e pequenas empresas estão no novo ciclo, afirma Sebrae

O coordenador regional do Sebrae, Gilberto Soares, afirmou também na Brasil Offshore que com o advento do gás, Macaé entrará em um novo ciclo e o Sebrae vai trabalhar para inserir a micro e pequena empresa neste processo. "Todo grande empreendimento terceiriza muitos serviços e contratam muitos bens. Macaé tem um cluster de empresas altamente capacitado e o gás vai abrir esse leque", analisa.

Prefeitura mantém estande na feira

No ambiente business da Brasil Offshore, os porta-vozes da área de desenvolvimento econômico da prefeitura mostram o potencial da cidade para atração e ampliação de investimentos, inclusive no estande do governo municipal, montado dentro do pavilhão principal. 

Todas as gigantes do petróleo e gás estão na Brasil Offshore, que está em sua décima edição, apresenta 600 marcas expositoras nacionais e internacionais em 40 mil metros quadrados de exposição e expectativa de gerar US$ 300 milhões em negócios. A feira tem uma programação de conferências técnicas e o novo Espaço do Conhecimento da Bacia de Campos.

› FONTE: Secom Macaé


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