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Começa a 10ª edição da Brasil Offshore

Publicado em 26/06/2019 Editoria: Brasil Offshore sem comentários Comente! Imprimir


A 10ª edição da Brasil Offshore - Feira e Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás foi aberta nesta terça-feira (25), à tarde, com a presença do governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e do prefeito de Macaé, Dr. Aluizio. Na abertura, o destaque foi a perspectiva de um cenário de reaquecimento para o setor de óleo e gás, diante do sucesso dos últimos leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A organização da feira espera receber 50 mil visitantes durante os quatro dias do evento, que reúne produtos e serviços de 600 marcas em exposição e 190 horas de conteúdo técnico gratuito. O evento segue nesta quarta, quinta e sexta-feira (26, 27 e 28), sempre a partir das 14h, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho.  

O prefeito de Macaé iniciou seu discurso lembrando que o que marca hoje a indústria do petróleo é a coragem.

"É uma indústria globalizada. Aquilo que se passa no Brasil, se passa em outros países. Aquilo que se passa no Rio de Janeiro se passa em outros estados. Já produzimos 84% do petróleo nacional, hoje produzimos 47%. A gente ganha royalties, mas desempregou muitos trabalhadores, deixou uma gama enorme de pessoas sem terem o que fazer. E é em nome desses trabalhadores, que o Brasil precisa olhar para a indústria de óleo e gás e dizer: a gente tem mais 10 anos para extrair esse óleo. Porque o óleo só vale quando se transforma em barril. A importância do nosso governador aqui diz o seguinte: não há fronteiras quando o projeto é um projeto para uma sociedade. É preciso que seja bom para todos. O momento agora é do gás. É preciso devolver o emprego que a cidade e o Rio de Janeiro perderam", pontuou Dr. Aluizio, lembrando também que o estado hoje precisa se ater à segurança, saúde e educação e deixar que o mercado se regule.

Já o governador iniciou seu discurso informando que está sempre à disposição dos municípios, alinhando cada vez mais o governo do estado com os prefeitos.

"Quero agradecer ao Ministério das Minas e Energia porque nós estamos juntos para fazer com que a realidade do gás aconteça no Rio de Janeiro e a energia é fundamental para o crescimento da indústria no nosso país. Nosso país precisa recuperar sua capacidade de gerar riquezas. A questão do gás também é uma questão nossa. Em conversa com o presidente da Petrobras, nós estabelecemos que é possível ao Rio de Janeiro fazer coisas importantes: primeiro, nós podemos ter mais refinarias aqui. Vamos colocar nas ruas, esse ano, mais 2 mil policiais militares, os primeiros 409 estão formando essa sexta-feira e até o final do ano, outros 1.500. O interior também vai ser prestigiado com envio de novos policiais para cá", ressaltou Wilson Witzel, lembrando que está trabalhando para ampliar a capacidade da indústria naval do estado.

Presentes ao evento, o vice-presidente da Reed Exbithion Alcântara Machado, Paulo Otávio de Almeida; a secretária Adjunta de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Renata Isfer, representando o Ministério de Minas e Energia; o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Geração de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro, Lucas Tristão; o gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Campos representando a Petrobras, Suen Marcet Santiago de Macedo; diretor-presidente da Abespetro, Claudio Makarovsky; o vice-presidente da Firjan, Raul Sanson; a diretora geral da Onip, Karine Fragoso; diretor de eventos do IBP, Victor Montenegro; a prefeita de São João da Barra, Carla Machado; além de representantes do Legislativo Federal, Estadual e Municipal, secretários municipais, autoridades das forças armadas, da Polícia Militar, empresários, associações, instituições, expositores, entre outros.

Existe uma estimativa para os próximos 11 anos, de acordo com a  secretária Adjunta de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, da criação de 27 milhões de empregos no Brasil só na indústria do petróleo. "É emprego que faz o país crescer, que gera mais renda e que gera outros empregos. Num evento como esse, a gente vê o quanto as políticas que a gente tem trabalhado para fazer acontecer tem trazido frutos para o país. Nos últimos anos, desde a retomada, a gente tem trabalhado com três princípios que têm norteado as ações do ministério: transparência, governança e a estabilidade regulatória e jurídica. A gente acredita que é com isso que vai para frente. Com base nisso, temos um calendário plurianual de leilões", Renata Isfer

"A companhia entende a importância desse evento para a região da Bacia de Campos. A carteira de investimento do nosso Plano de Negócios soma 84.1 bilhões de dólares e a maior parte desse montante está dedicado ao setor de exploração e produção: 68.8 bilhões de dólares. Esses valores vêm ao encontro dos valores que nos unem nesta tarde: o reaquecimento do setor e as projeções positivas diante do sucesso dos últimos leilões da ANP", disse Suen Marcet Santiago de Macedo

Na abertura de seu discurso, o diretor-presidente da Abespetro destacou os esforços tanto da Polícia Militar, governo do Estado do Rio e autoridades municipais no sentido da melhoria da segurança da BR-101.

"Estamos certos que, em breve, teremos assegurado a integridade de nossos colaboradores e da população da região para ir e vir, um direito constitucional que às vezes nos é tolhido. É um prazer falar nessa abertura, porque, na minha opinião, será memorável. Marcará o ressurgimento da tão esperada atividade econômica em Macaé e nos municípios produtores que custeiam a Bacia de Campos. Vale ressaltar, que a média salarial do trabalhador da indústria petróleo é maior quatro vezes que a média nacional, passando dos 8 mil reais. Para cada emprego gerado na exploração e produção dois são imediatamente gerados na cadeia produtiva e oito por efeito renda. Essa cadeia produtiva é responsável por 13% do PIB brasileiro e é responsável por 30% do PIB do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o BNDES, só até 2020, serão investidos 291 bilhões de reais no óleo e gás. Nos próximos 10 anos, decorrente do que já está contratado, serão gerados mais de 2 trilhões de reais em investimento no E&P, contribuindo com 480 bilhões de dólares em royalties e participações especiais até 2054. Nos próximos anos, teremos 18 novas plataformas. Essa demanda vai crescer ainda mais com a nova lei do gás", disse Claudio Makarovsky

O diretor-presidente da Abespetro, também lembrou que um tema é extremamente importante para Macaé e os municípios que cercam a Bacia de Campos. "O tema dos campos maduros tem que ser prioridade para a região".

O vice-presidente da Firjan falou sobre a recuperação do setor.

"A Firjan está neste setor de petróleo e gás há bastante tempo. Para a Firjan, a base da economia do Estado do Rio de Janeiro ainda será por muito tempo o petróleo. Nós estamos bastante contente que a roda já começa a girar outra vez como foi tempos atrás, quando o mundo tinha o petróleo com preço bastante alto e ao mesmo tempo tínhamos aqui bastante investimento", ressaltou Raul Sanson.

A diretora geral da Onip, lembrou da importância do evento para o estado do Rio.

"A feira, acredito que seja fundamental para a economia do Rio de Janeiro e para Macaé. Espero para essa semana que a gente consiga fazer uma feira em que as empresas se conectem com outras empresas, que façam parcerias, que promovam negócios e que a gente faça não só de Macaé mas do Estado do Rio uma economia melhor sempre, amanhã sempre melhor do que hoje do que foi ontem", destacou Karine Fragoso

A Organização estima que serão gerados 300 milhões em negócios nos quatro dias da Brasil Offshore.

"Uma honra mais uma vez poder estar aqui em Macaé. São 20 anos de história. Nesses 10 anos, fizemos as contas, chegamos ao valor de mais de 2 bilhões de reais gerados em negócios aqui na região para esse setor. Com os 300 milhões que nós esperamos aconteçam aqui nos próximos dias e próximos meses temos um número muito consistente de negócios acontecendo. Se a gente espera agora mais de 50 mil visitantes aqui nos próximos dias, esse total nesses dez anos - a gente já trouxe 250 mil - estaremos atingido a marca de 300 mil pessoas. E já conseguimos atrair para Macaé mais de 2.500 empresas nesse período, sendo que agora temos 600 marcas que é mais ou menos um crescimento de 10% em relação a edição de 2017. Isso faz com que a gente fale com todo o sentido que esse é o terceiro maior evento offshore do mundo, atrás de Houston e Aberdeen. Não só colocando Macaé no cenário nacional mas a gente esytá possicionando Macaé no cenário internacional",  pontuou o vice-presidente da Reed Exbithion Alcântara Machado. 

› FONTE: Secom Macaé


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