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Estudos apontam que estar abaixo do peso aumenta risco de vida em 80%

Publicado em 25/04/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Nutricionista Ana Lúcia Ferreira afirma que, na maioria das vezes, ganhar peso é mais difícil do que perder

Nutricionista Ana Lúcia Ferreira afirma que, na maioria das vezes, ganhar peso é mais difícil do que perder

Em tempos onde se discute cada vez mais o sobrepeso e obesidade como o grande problema de saúde pública vigente, uma recen­te pesquisa elaborada pelo Hospital St. Michael’s, no Canadá, publicada no perió­dico Journal of Epidemiology and Public Health, chamou a atenção para os riscos de vida que uma pessoa abaixo do peso ideal, pode estar sujeita. Segundo aponta os estudos, o nível de risco pode ser 80% maior entre as pessoas com baixo peso, em comparação aos que estão no peso ideal.

Com base no índice de massa corporal (IMC), cal­culado a partir da divisão entre a massa do indivíduo, pelo quadrado de sua altura, a pesquisa mostra que a taxa de riscos de vida de uma pes­soa abaixo do peso supera a taxa de uma pessoa com so­brepeso, que é de 20% e tam­bém com obesidade mórbida, quando a taxa é de 30%, sen­do esses níveis independen­tes de outros fatores de risco, como o uso do cigarro, consu­mo excessivo do álcool e dro­gas, ou doenças terminais. De acordo com a classificação utilizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pessoas com IMC inferior a 18,5 são consideradas como abaixo do peso ideal; com IMC entre 18,5 e 25, em peso normal; com IMC entre 25 e 30, em sobrepeso; e acima de 30, em obesidade.

Embora considere o resul­tado da pesquisa um pouco exorbitante, a nutricionista do projeto Crescer Saudável, de Rio das Ostras, Ana Lúcia Ferreira, destaca que assim como o sobrepeso, estar abai­xo do peso é algo prejudicial a saúde. “Nos adultos, podem ocorrer avitominoses, que se trata da carência de vitaminas no organismo por conta de uma alimentação debilitada, fragilidade óssea dentre ou­tros problemas de desnutri­ção mais graves. Mas acredito que o baixo peso é muito mais prejudicial às crianças, princi­palmente, na faixa entre zero a cinco anos, pois se trata de uma fase crucial do desenvol­vimento humano”, ressalta a nutricionista. Ela afirma ain­da que a preocupação com o peso infantil sempre teve re­levância para a saúde pública em geral, portanto, a existên­cia do projeto Crescer Saudá­vel em Rio das Ostras.

Ana Lúcia explica que este é um projeto de apoio familiar que se dá através dos quatro Centros de Referencia de Assistência Social (CRAS) distribuídos em bairros do município. Ela diz que nesses centros, são realizadas reuni­ões trimestrais com os pais e suas crianças de até cinco anos, que são submetidas a uma avaliação antropométri­ca. “Uma vez constadas que estão abaixo do peso ideal, as crianças são inseridas no pro­grama do projeto, recebendo apoio de um kit de alimenta­ção, e os pais são submetidos a reuniões sobre educação alimentar, além de recebe­rem alguns materiais didáti­cos”, explica a nutricionista.

Para Ana, tal trabalho é essencial, pois o baixo peso nessa fase inicial da criança pode acarretar graves proble­mas para a vida toda, como retardamento do crescimento físico, dificuldades quanto à maturação sexual e distúr­bios psicossociais. “Felizmen­te, o problema de baixo peso está se tornando cada vez mais incomum. Tenho perce­bido uma diminuição de 50% no número de crianças asso­ciadas ao projeto, mas infe­lizmente a obesidade infantil está crescendo de um modo alarmante, devido a uma má alimentação com origens nos hábitos dos pais”, acrescenta.

Em relação ao baixo peso dentre os adultos, a nutri­cionista afirma que por mais estranho que possa parecer, ganhar peso é, na maioria das vezes, uma tarefa mais difícil do que perder. “A pessoa que está abaixo do peso, se for por uma questão de predisposição genética, não tem o hábito de procurar se alimentar, então é preciso fazer uma reeduca­ção para estimular o estôma­go e impulsionar o apetite, se alimentando de três em três horas, e redistribuindo a alimentação diária em pelo menos sete refeições”, sugere Ana Lúcia, mas ressaltando a recomendação de um acom­panhamento de um profissio­nal especializado, pois não é qualquer tipo de alimentação que deve ser feita, visto que cada organismo possui a sua particularidade.

Para aumentar o valor calórico das refeições, de uma maneira saudável, nutricionistas sugerem acrescen­tar pelo menos uma colher de sopa de azeite de oliva extra virgem no almoço ou jantar. Isso pode ser feito também para crianças com até um ano de idade, adi­cionando uma colher de sobremesa de óleo de soja nas mamadeiras. O óleo vai aumentar as calorias e não vai interferir no sabor da refeição.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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