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Luta contra o Aedes tem ações permanentes em Macaé

Publicado em 27/04/2019 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


A Prefeitura de Macaé, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria de Saúde, vem adotando novas estratégias de combate e controle do mosquito Aedes aegypti. A tecnologia também passou a ser usada como aliada com o uso de aplicativo de mensagens (Whatsapp 99864-4073), disponível para população fazer sugestões, reclamações e denúncias. A campanha "Macaé contra o Aedes" conta ainda com o telefone 0800-022 6461.  

Nesta semana, uma equipe do CCZ esteve nos bairros Botafogo, Visconde de Araújo e Aroeira,  atendendo demandas do Whatsapp. Desde que passou a ser utilizado, no início deste mês,106 solicitações foram recebidas pelo aplicativo. Dentre elas estão visitas domiciliares e serviço de bloqueio, circulação de carro fumacê, limpeza de terreno e limpeza de canal.

O enfrentamento ao Aedes no município vem sendo focado nas ações de campo com visitas domiciliares como eliminação de criadouros e uso de larvicida, além de reforçar a mobilização social para a prevenção, através do trabalho de Educação em Saúde. Para o coordenador do CCZ, Flávio Paschoal, a participação da população é uma das principais ações na redução dos focos do mosquito Aedes aegypti. "Se cada cidadão fizer a sua parte, vistoriando toda semana a sua casa, o mosquito não irá nascer", disse.

Flávio explica que a proposta, "10 Minutos Contra o Aedes" tem base em pesquisas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A estratégia foi usada em Cingapura e interrompeu o pico de epidemia de dengue no país com ações semanais da população dentro de suas residências, para limpeza dos principais criadouros do mosquito.

De acordo com a pesquisa, o mosquito transmissor da dengue, vírus Zika e chikungunya vive e se reproduz dentro e ao redor das casas. Agindo uma vez por semana na limpeza de criadouros, a população interfere no desenvolvimento do vetor, já que seu ciclo de vida, do ovo à fase adulta, leva de 7 a 10 dias. Com uma ação semanal, é possível impedir esse ciclo, freando a transmissão de doenças.      

Reforço - Além de intensificar as ações de orientação, a prefeitura também faz um trabalho intersetorial, onde diversas secretarias atuam integradas em terrenos baldios, recolhimento de materiais inservíveis, recolhimento de pneus, entre outros. Nesta semana, uma ação foi realizada no Parque Aeroporto com limpeza do Canal Campos-Macaé.

O serviço de pulverização, com carro fumacê também foi intensificado, a equipe percorre dois bairros por dia, sendo um na parte da manhã, a partir das 6h e no início da noite, às 18h. Durante a aplicação do inseticida com o carro fumacê, os moradores devem abrir as portas e janelas das casas, cobrir gaiolas, aquários e alimentos.

Seminário discute a luta contra a malária

Outro trabalho importante da Secretaria de Saúde é a capacitação permanente dos profissionais. No dia Mundial da Luta Contra a Malária, 25 de abril, Macaé sediou o 1º Seminário sobre a Importância da Vigilância em Malária na Região Extra-Amazônica: Desafios e Perspectivas. O evento organizado pela Educação em Saúde do CCZ em parceria com a Vigilância Epidemiológica teve adesão de estudantes universitários, profissionais de saúde, guarda ambiental e agentes de combate à endemias de Macaé, Campos, São Gonçalo, entre outros.

O seminário foi realizado no auditório do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/ Macaé). De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Liciane Furtado, foram discutidos os principais desafios e perspectivas futuras quanto ao enfrentamento da doença. "Este evento foi um marco para o município e região, visando o fortalecimento e integração das ações de vigilância e controle da doença em níveis locais, com destaque do papel da entomologia. Apesar da incidência da malária ser maior na região Amazônica e concentrar mais de 99% dos casos do país, a letalidade é maior na região Extra-Amazônica, por isso, a importância do reconhecimento precoce da doença e unidades sentinelas da vigilância da malária", frisou.

› FONTE: Secom Macaé


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