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Câmara debate segurança pública com as polícias Civil e Militar

Publicado em 20/03/2019 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


O comandante do 32º BPM lamentou que as pessoas comprem celulares roubados

O comandante do 32º BPM lamentou que as pessoas comprem celulares roubados

Antes da sessão ordinária, nesta quarta-feira (20), representantes das polícias Civil e Militar e também do Instituto de Segurança Pública (ISP) estiveram na Câmara Municipal de Macaé. Eles falaram sobre o combate ao crime na cidade, a convite do vereador Robson Oliveira (PSDB).

A explanação começou com o comandante do 32º BPM, tenente-coronel André Henrique de Oliveira Silva. Ele disse que a PM está utilizando uma estratégia de proximidade com a população, via redes sociais, para denúncias e propostas. “Em parceria com o Conselho Comunitário de Segurança Pública, criamos grupos de WhatsApp com moradores dos Cavaleiros, de Imbetiba e um geral para o restante do município”.

Elisângela Oliveira, analista criminal do ISP, formada em Segurança Pública pela UFF, apresentou dados estatísticos. Segundo ela, em janeiro e fevereiro deste ano, foram registrados 30 (15 em cada mês) assassinatos na cidade, uma queda em relação a 2018, que apresentou uma média mensal de 22 crimes fatais.

Os roubos de rua também diminuíram: foram, em média, 87 por mês no ano passado e 108 no primeiro bimestre de 2019. Segundo André Henrique, destacam-se os roubos de celulares em pontos de ônibus. “Colocamos policiais à paisana nesses locais e conseguimos efetuar prisões. Mas é lamentável que as pessoas comprem telefones roubados, incentivando esse tipo de crime”.

Delegacia só tem a metade dos agentes necessários

O delegado da 123ª DP, Felipe Poeys, falou sobre as más condições de trabalho na delegacia, que deveria ter 75 servidores e tem apenas 36. “Um terço deles está para se aposentar. Se todos saíssem hoje, por exemplo, teríamos de fechar as portas”.

Ele disse que a distribuição do efetivo da polícia precisa ser revista. “Tivemos em Macaé 7.091 ocorrências no ano passado. A delegacia de Itaperuna, com 4 mil, conta com cerca de 30 agentes, quase o mesmo que nós. Precisamos de apoio político para mudar essa situação”.

Felipe mencionou ainda dificuldades com equipamentos, viaturas e materiais, como papel de impressão, entre outros. “Em parcerias com o Ministério Público, a 1ª Vara Criminal, a Câmara e a prefeitura temos suprido algumas dessas carências e atingido bons resultados”. Lamentou, entretanto, que o Executivo não tenha, segundo ele, levado à frente o apoio que prometeu para a implantação da Delegacia de Homicídios. “Seriam mais 200 policiais para atender a todo o Norte Fluminense”.

Respostas aos vereadores

Maxwell Vaz (SD) indagou sobre a relação entre segurança pública e iluminação devido a recente debateocorrido na Câmara. “De fato, a criminalidade é mais intensa em locais mal iluminados. É o caso da área próxima ao Instituto Federal Fluminense”, respondeu André.

O presidente, Eduardo Cardoso (PPS), quis saber sobre a possibilidade de um curso de formação de policiais em Macaé. “É bom termos agentes formados aqui, pois se identificariam mais com a cidade”. Elisângela disse que não é possível deslocar o centro formativo da PM, que fica em Sulacap, no Rio. “Mas podem ser feitos cursos menores, específicos sobre realidades locais”.

Renata Paes (PSC) falou da dificuldade que moradores da Serra Macaense têm para registrar queixas. “É difícil para alguém de Córrego do Ouro, por exemplo, vir a Macaé fazer um boletim de ocorrência”. Poeys sugeriu que fosse disponibilizado um computador no Destacamento de Polícia Ostensiva (DPO) local para que os registros possam ser feitos online. Ele, o comandante e a vereadora combinaram de encaminhar a solução proposta. 

› FONTE: ASCOM CMM


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