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TRF-4 confirma juiz experiente para substituir Moro na Operação Lava Jato

Publicado em 09/02/2019 Editoria: Política sem comentários Comente! Imprimir


O juiz Luiz Antonio Bonat, da 21ª Vara da Justiça Federal do Paraná, foi escolhido de forma unânime pelos ministro do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para substituir o ex-juiz Sérgio Moro e assumir os processos da Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba. Moro deixou o cargo após aceitar ser ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

As inscrições para ocupar o cargo se encerraram no último dia 21 e Luiz Antonio Bonat era o primeiro na lista. Seguindo o critério utilizado para a definição do substituto, a antiguidade na magistratura, ele foi o juiz mais antigo a se inscrever no concurso interno do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) para a vaga e exerce a profissão há 25 anos.

Os outros candidatos eram Julio Guilherme Berezoski Schattschneider (19º na lista de antiguidade), Friedmann Anderson Wenppap (70º na lista de antiguidade), Antonio Cesar Bochenek (106º na lista de antiguidade) e Marcos Josegrei da Silva (111º na lista de antiguidade).

Caso houvesse empate, a vaga de Sérgio Moro seria definida pelo melhor colocado no concurso público.

O processo foi encaminhado para o relator, o desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, que levou a questão para julgamento ao Conselho de Administração do TRF4.

Nascido em Curitiba, Bonat se formou em 1979 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ingressou na Justiça Federal em 1993, na 1ª Vara de Foz do Iguaçu. Também já passou por Curitiba e Criciúma, em Santa Catarina.  Atualmente, é titular da 21ª Vara Federal de Curitiba, que atua na área previdenciária.

Em 2002, também ficou conhecido por ser o responsável pela primeira condenação criminal de pessoa jurídica no Brasil quando atuava em Santa Catarina, em um caso de danos ambientais à margem do rio Urussanga,  impedindo a regeneração de vegetação no local.

Luiz Antonio Bonat será responsável por julgar embargos da ação sobre o sítio de Atibaia, além do processo do terreno comprado pela Odebrecht que seria destinado ao Instituto Lula e a denúncia de cartel contra empreiteiras envolvidas em corrupção na Petrobras, entre outros casos. Antes, eles eram conduzidos pela juíza substituta Gabriela Hardt.

Fonte: Último Segundo

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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