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Polícia Federal prende vice-governador de MG e Joesley Batista em operação

Publicado em 09/11/2018 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


A Polícia Federal (PF) faz, na manhã desta sexta-feira, uma operação no Rio e em outros quatro estados em mais uma fase da Operação Lava Jato. Intitulada Operação Capitu, a ação mira o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), que foi preso em Belo Horizonte. São cumpridos 19 mandados de prisão e 63 mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, Andrade estaria envolvido em um esquema de corrupção quando ele era ministro da Agricultura no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Além de Antonio Andrade, os executivos da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saude, foram presos em São Paulo. Também foram presos o deputado estadual João Magalhães (MG) e o deputado federal eleito Neri Geller (PP-MT), ex-ministro da Agricultura.

A PF cumpre 63 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte (26), no Rio, São Paulo, Mato Grosso e Paraíba. A ação é feita após a delação de Lúcio Bolonha Funaro, doleiro e operador de propinas do MDB. As investigações dão conta de que, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas dos Batistas.

Além de busca e apreensão na casa do vice-governador de Minas Gerais, a Polícia Federal faz buscas em seu gabinete. Além dos 63 mandados de busca e apreensão, há 19 mandados de prisão temporária, expedidos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cumpridos no Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

Joesley Batista e Ricardo Saud já haviam sido presos anteriormente e foram liberados após uma delação premiada. Naquela ocasião, a prisão ocorreu após o pagamento de propina ao presidente Michel Temer (MDB) por intermédio do ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures. A gratificação indevida, uma mala com R$ 500 mil, foi entregue pelo ex-diretor de Assuntos Institucionais da J&F Ricardo Saud a Loures, em São Paulo, em abril de 2017.

› FONTE: O Dia


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