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Intercâmbio Cultural França/África/Brasil de 20 a 23 de outubro em Macaé

Publicado em 04/10/2018 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


"A França dança aqui: Volero e Mwana África" é um projeto idealizado pelo coreógrafo e bailarino Ghel Nikaido em parceria com o CIEMH2 Núcleo Cultural que propõe realizar em Macaé o intercâmbio cultural entre França, África e Brasil.

O projeto traz a Macaé, no período de 20 a 23 de outubro, as Cias francesas Favela Compagnie e Alpha Squadd em 4 dias de troca de experiências artísticas, onde os artistas Ghel Nikaido, brasileiro residente na França, e Christ Francel, africano também residente na França, vivenciarão as atividades culturais e os trabalhos de Cias profissionais do CIEMH2 Núcleo Cultural, ministrarão Workshops de Dança e apresentarão dois espetáculos imperdíveis: “Volero, Dialogue d’en Danseur” (Diálogo de um Dançarino) e “Mwana Africa, L’Enfant D’Afrique” (A Criança da África) como culminância no Teatro Firjan SESI Cultura Macaé.                                                               

O evento proporcionará aos artistas macaenses e ao público em geral uma imersão nas linguagens desenvolvidas por artistas de grande reconhecimento internacional e que virão a Macaé exclusivamente para apresentar seus espetáculos em circulação na Europa, além de conhecer os trabalhos profissionais desenvolvidos pelos grupos macaenses Coletivo Flores, Represent Dance Crew, Simply Feel e H2 Funky Crew, ambas Cias integrantes ao CIEMH2 Núcleo Cultural, e assim, levar o nome da cidade para outros lugares por onde  passarão. 

As atividades acontecerão na sede do CIEMH2 Núcleo Cultural, situada na Rua Eleosina Pereira de Queiroz Mattoso, 105, Sol y Mar (próximo ao Ginásio Poliesportivo) e no Teatro Firjan SESI Cultura Macaé, situado na Alameda Etelvino Gomes, 105, Riviera Fluminense.                                                               

SOBRE OS ESPETÁCULOS

“VOLERO, DIALOGUE D&39;EN DANSEUR” (Diálogo de um Dançarino)
O termo Volero significa "dançarino voador". Mas o Volero de Ghel Nikaido não é emprestado da leveza, mas de uma necessidade vital de saltar, levantar-se, voar para longe.
"Volero" nasceu da necessidade urgente de penetrar o universo íntimo, de pintar o sofrimento de um ser assombrado com conflitos internos e as perdições da alma.
Volero traduz um estado de precariedade psicológica, social e emocional usando uma trajetória de vida desviada.

Imerso na deflagração dos seus sentimentos, o personagem luta contra os seus distúrbios até enxergar a força da sua alteração o que o incentiva a viajar entre o mundo underground e o divino. Ao se conformar ou ao se distanciar das normas da sua contemporaneidade, o personagem abre a perspectiva sobre um espaço para o “extemporâneo".

Deste modo, "Volero", explora a vida, o dizível e o inefável, a suas numerosas
percepções abrindo mão à interpretação que podemos, devemos e queremos
descobrir.

Ao usar diversos tons musicais, o palco convida a refletir sobre a linguagem artística da Favela Compagnie nos seus potenciais de investigação e de produção artística, inclusive o drama e a poesia dentro de um quadro coreográfico turbulento, por vezes simples, por vezes explosivo, mas sempre passional!
Ficha Técnica
FAVELA COMPAGNIE
Solo
Duração: 40 minutos
Coreografia e interpretação:
George Cordeiro (Ghel Nikaido)

"MWANA ÁFRICA, L&39;ENFANT D&39;AFRIQUE" (A Criança da África)
Mwana África traz as sensações da infância vivida na África, pelo coreógrafo Christ Francel, da COMPAGNIE ALPHA SQUADD, somadas aos conflitos causados por sua escolha pela arte.
Ficha Técnica
COMPAGNIE ALPHA SQUADD
Solo
Duração: 30 minutos
Coreografia e interpretação:
NGOUNGA NDJOURATARI (Christ Francel)

SOBRE OS ARTISTAS
• GEORGE CORDEIRO (Ghel Nikaido)
DANÇARINO / PROFESSOR / COREÓGRAFO
George aprendeu a dança Hip-Hop nas ruas e praças do Rio de Janeiro. Nascido nas favelas, mudou-se para Saint-Nazaire/França onde montou a sua própria companhia, Favela Compagnie.

“No país de Seu Jorge, Vila Lobos e Hermeto Pascoal ele escolheu a cultura Hip- Hop para crescer. Até se tornou um profissional da área. A cidade dele: Rio de Janeiro. De cor ele conhece os códigos das danças urbanas que nascem dos guetos americanos. Dedicado a esta prática, os grandes encontros do Rio de Janeiro o elegeram como mestre.

Com 20 anos, ao questionar os motivos da sua prática, George Cordeiro dá uma piscada de olho e um passo para a dança contemporânea, a que atua no Teatro  Municipal do Rio de Janeiro e que, sobretudo, paquera com a improvisação.

Ele sonha com mais liberdade. Sempre confiou na intuição e resolveu dar asas à sua. Em 2003, conhece Bruno Beltrão que o contrata para um primeiro espetáculo: “Télésquatt”. Os dois homens compartilham o desejo de uma dança com múltiplas saídas. Vão caminhar juntos por um tempo, oferecendo um novo ar para o Hip-hop, espontaneidade à expressão corporal e filosófica.

Beltrão fala que escolheu George Cordeiro porque era um dançarino um pouco
maluco. Com as celebres peças H2 e H3, a companhia conhece êxitos internacionais. Aliás, foi para apresentar o H2 que George foi pela primeira vez a Saint-Nazaire. Este encontro com a cidade portuária o leva a deixar o Rio para se mudar e criar, em 2010, a Favela Compagnie”.

FAVELA COMPAGNIE
Com sede em Saint-Nazaire, a Favela Compagnie foi criada em 2013 por George Cordeiro, também conhecido como Ghel Nikaido.

Favela Compagnie trabalha o movimento Hip-Hop e as suas extensões, procurando desestruturar a gestual urbana já estabelecida e oferecer novos espaços de criação, novas estéticas.
Pela sua trajetória de vida, George aponta para a direção da companhia colocando o humano no centro da criação e dando vida ao outro como um EU através do coletivo e da expressão dos corpos.

Há mais de três anos a companhia, em parceria com o Conservatoire à Rayonnement Départemental (CRD) de Saint-Nazaire e Le Théâtre - Scène
Nationale de Saint-Nazaire, carrega um projeto coreográfico amador que reúne as estéticas clássicas e urbanas dos jovens dançarinos provindo do CRD e do Centro Cultural onde a Companhia oferece aulas regularmente ao longo do ano.

• CHRIST FRANCEL
DANÇARINO / PROFESSOR / COREÓGRAFO

Nascido em uma aldeia na África, aos 8 anos perdeu seu pai e logo se tornou um chefe de família, cuidando dos seus irmãos e irmãs, mas no fundo de sua alma  almejava o sonho de ser um artista O tempo passou, Christ tornou-se um homem e lançou-se na dança, por mais que não fosse o esperado por sua mãe.
Foi 3 vezes campeão de dança na província onde morava. Apesar do seu talento, a busca pela aprovação de sua mãe continuava.

Confiante, decidiu viver a sua paixão e tentou a sorte na Capital, ignorando as dificuldades que o esperavam. Passando alguns dias sem ter onde ficar, dormindo ao relento, conseguiu pequenos trabalhos.
Em 2015, teve a oportunidade de ingressar na Cia de dança francesa chamada ALPHA SQUADD, na qual teve um estágio na França. Durante este tempo, teve a oportunidade de filmar o clipe do rapper Fababy, além de participar de uma imersão de dança contemporânea e realizar workshop em Bruxelas.
Após este estágio, a Cia ALPHA SQUADD ofereceu a oportunidade de representá-los no Gabão. Sendo assim, segue desenvolvendo projetos sociais voltados a jovens órfãos.

COMPAGNIE ALPHA SQUADD
Uma Companhia artística internacional França-Gabão. Sua finalidade é criar, apoiar e promover a performance ao vivo e especialmente as danças urbanas em seu sentido mais amplo, com toda a pesquisa coreográfica que isso implica nas diferentes formas artísticas. Além da dança podem ser representadas: residências em Cias através de cursos, workshops, estágios, competições, conferências, open houses, festivais, eventos internos e externos, produzindo e apresentando obras coreográficas.

SOBRE O CIEMH2 NÚCLEO CULTURAL
O CIEMH2 é um espaço alternativo desenvolvido para promover ações que possam suprir a ausência de projetos comunitários dentro do município de Macaé/RJ. Com foco na formação de artistas para o mercado de trabalho, assim como produtores culturais, profissionais da área de mídias alternativas, fotografia, audiovisual, cantores e outros.

Em seu espaço a instituição oferece oficinas de Dança, Teatro, DJ, Canto, Edição de Vídeo, Produção Cultural, Fotografia e Formação Pedagógica. Sempre buscando oferecer de forma gratuita ou a baixo custo, aulas e espaço de formação de grupos profissionais.

Fundado oficialmente em 2005, já recebia prêmios e seleções em festivais nacionais e internacionais desde 1999. Foi selecionado como Ponto de Cultura, assinando convênio com o MinC e a SEC/RJ em 2009. Durante sua trajetória teve patrocínios do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado de Cultura do RJ, Caixa Cultural, Funarte, Banco do Brasil, Petrobras, EDF Norte Fluminense, e Unesco.

FICHA TÉCNICA
Presidência: Rafael de Souza
Direção Artística: Taís Vieira
Produção Executiva: Dilma Negreiros
Direção de Produção: Renato Mota
Assistência de Produção: Aline Negreiros, Célia Santos, Josiane Sueiros, Letícia Lima, Lorena Bitencourt, Luana Larroca, Luiz Philipe Spranger, Maicon da Silva, Sthephanny Terra e Wilson Almeida

PROGRAMAÇÃO
Dia 20 (Sábado) – IMERSÃO INTERNACIONAL (evento fechado)
Local: Sede CIEMH2
Horário: 16h
Atividades:
- Roda de Conversa entre artistas e Coreógrafos
- Apresentações de espetáculos de Dança com:
Coletivo Flores em “PENHA: um ensaio sobre violência doméstica” e “O último bicho de pelúcia”
H2 Funky Crew em "Aqui tem Funky”
Simply Feel  em “Jazz Queen”
Represent Dance Crew em “Coletânea Represent Dance Crew”

Dia 21 (Domingo) - WORKSHOPS “ATELIÊS DE DANÇAS” (evento aberto ao público)
Local: Sede CIEMH2
Horário: das 10 às 12h – Workshop com Ghel Nikaido
das 14 às 16h – Workshop com Christ Francel
Valores: Workshop Individual R$60 | Workshop Pacote R$100 (ambos com almoço incluso)
Atividades: Workshops de Danças Urbanas e Africana com o Ghel Nikaido e Christ Francel.

Dia 22 (Segunda) – AÇÃO SOCIOCULTURAL (evento fechado)
Local: Sede CIEMH2
Horário: 19h
Atividades: Ateliê de Danças Urbanas para alunos do CIEMH2

Dia 23 (Terça) – A FRANÇA DANÇA AQUI: VOLERO E MWANA (evento aberto ao público)
Local: Teatro Firjan SESI Cultura Macaé
Horário: 19h
Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia entrada)
Atividades:
Apresentações dos espetáculos “VOLERO, DIALOGUE D&39;EN DANSEUR” e "MWANA ÁFRICA, L’EFANT D’AFRIQUE"

WORKSHOPS
O projeto oferecerá workshops de desenvolvimento da linguagem corporal e da dança Contemporânea e do Hip Hop. O objetivo dessas oficinas é fornecer acesso às técnicas utilizadas pelos coreógrafos em suas respectivas companhias francesas.
Os workshops serão conduzidos por Ghel Nikaido, coreógrafo e dançarino da Favela Company e Christ Francel da Alpha Squadd.

GRUPOS CIEMH2
H2 FUNKY CREW
Coreografia: "AQUI TEM FUNKY”
Criado em 2014 por Rafael de Souza o grupo realiza pesquisas sobre a cultura hip-hop e danças urbanas. Seu primeiro objeto de estudo foi a coreografia "Old School", que tem como alicerce as danças "popping", "locking" e "breaking", ficando em 2° lugar no Fest Dance Aldeense.
Ficha técnica:
Coreógrafo: Rafael de Souza Vieira
Intérpretes: Carlos Gustavo, Josiane Sueiros, Luccas Paulo, Mirela Souza, Nívea Louise e Paloma Rodrigues.

REPRESENT DANCE CREW
Coreografia: “Coletânea Represent Dance Crew”
Fundado em 2012, o grupo vem conquistando seu espaço no cenário artístico nacional. Participou da 2ª temporada da competição de Dança de Rua do programa TV Xuxa, da Rede Globo, e vem participando de festivais regionais e mostras de dança, sendo premiado em diversos deles, como no Festival de Dança de Joinville 2017/2018.
Ficha técnica:
Direção e coreografia: Thiago Morethe e Lorena Bitencourt
Intérpretes: Lorena Bitencourt, Luis Philipe Spranger, Giovanni Moréis, Maicon da Silva, Renato Dutra, Wilson Almeida e Thiago Morethe

SIMPLY FEEL
Coreografia: “Jazz Queen”
O Grupo surgiu em 2014 formado por quatro integrantes que se conheceram no CIEMH2 Núcleo Cultural nas oficinas de Videodance e tem influencias dos estilos Hip Hop Dance, Videodance e Stiletto. Em 2018, o grupo dá início ao trabalho "Jazz Queen" um tributo a cantora Amy Winehouse.
Coreógrafa: Lorena Bitencourt
Intérpretes: Esthephanny Terra, Fagner Gomes, Ghiovana Barcelos, Josiane Sueiros, Lorena Bitencourt, Luana Larroca  Luiz Philipe  Spranger e Marcos Felipe.

COLETIVO FLORES
Coreografias:
"PENHA", um ensaio sobre violência doméstica”
“O último bicho de pelúcia”

Em 2009, a coreógrafa e diretora Taís Vieira desenvolveu um estudo de danças urbanas para o corpo feminino, que anteriormente era muito masculinizado. A partir dessas pesquisas nasceu já circulando em cenário profissional internacional o Coletivo Flores.

O grupo teve sua primeira formação a partir de um trabalho proposto só com mulheres em turnê pela França, Brasil e Equador. Em 2011 o coletivo ampliou seu conceito de criação e tornou-se uma companhia mista, onde o corpo feminino ainda é objeto de estudo dentro das linhas das danças urbanas, mas este passa a ser reconhecido sem nenhuma distinção de gêneros.

A partir de então circula com seus espetáculos em diferentes cenários da dança a fim de divulgar sua linguagem corporal experimental.
Ficha Técnica:
Direção e Concepção: Taís Vieira
Coreografia: Coletivo Flores
Intérpretes: Daniele Morethe, Lorena Bitencourt, Luiz Philipe Spranger, Luize Helena Pessanha, Joyce Pacheco, Rafael De Souza, Renato Mota e Thiago Morethe

CONTATO
Rua Eleosina Pereira de Queiroz Mattoso, 105, Sol y Mar, Macaé/RJ - BRASIL
+55 22 99905.5077
ciemh2@gmail.com
www.ciemh2.com
www.favelacompagnie.com
www.coletivoflores.com

› FONTE: ASCOM


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