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Bugio fêmea é devolvida à natureza nesta terça

Publicado em 25/09/2018 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Chita foi a primeira Bugio fêmea, neste ano, a ser capturada e devolvida ao habitat pela equipe ambienta

Chita foi a primeira Bugio fêmea, neste ano, a ser capturada e devolvida ao habitat pela equipe ambienta

Ela estava meio tímida e um pouco assustada, enquanto aguardava, em um viveiro, a oportunidade de voltar à natureza. Mas quando teve a oportunidade, Chita, como foi batizada pela equipe do Parque Municipal do Atalaia, aproveitou a chance, correu e rapidamente sumiu entre as árvores na Mata Atlântica que rodeia o entorno do parque. Mas no ar havia uma expectativa diferente: Chita foi a primeira Bugio fêmea, neste ano, a ser capturada e devolvida ao habitat pela equipe ambiental.

A soltura aconteceu na manhã desta terça-feira (25) e foi bem especial. Chita foi a quinta bugio, neste ano, a ser enviada para soltura no Parque. Resgatada em um terreno baldio na Ajuda, no último dia 20, a bugio esteve sob os cuidados das equipes de Fauna da secretaria de Ambiente e Sustentabilidade e do parque.

Por meio de uma parceria com a Fiocruz e Nupem/UFRJ, foram realizados exames preliminares para malária e febre amarela e os resultados foram negativos. A bugio, que já é adulta e traz características de já ter procriado antes, estava saudável, sem febre ou ferimentos. Os pesquisadores colocaram um microchip de identificação na bugio para que ela possa, caso seja capturada, ser facilmente identificada.

Em seu ambiente natural, traz a esperança de perpetuação da espécie, segundo explica o coordenador de Fauna da secretaria, Fernando Barreto, que acompanhou a soltura. “Com o surto de febre amarela, perdemos muito bugios. Por ser fêmea, é ainda mais fácil a adaptação em meio aos outros bugios. Já temos notificações de que alguns bugios, que estavam sumidos, após o surto, têm aparecido em vários pontos do município. E isso é um bom sinal contra a extinção a espécie”, acrescenta.

Ainda segundo os pesquisadores, os exames serão repetidos com técnicas mais modernas, moleculares, inclusive para identificar se o animal foi exposto à febre amarela, se curou, e agora estaria imune.

› FONTE: Secom Macaé


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