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IV Seminário de Educação abre a Semana da Inclusão em Macaé

Publicado em 17/09/2018 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


O trabalho envolve o uso de tecnologias para a promoção, prevenção e cuidado integral delas

O trabalho envolve o uso de tecnologias para a promoção, prevenção e cuidado integral delas

Educação Inclusiva é um tema que tem chamado a atenção da sociedade e instituições envolvidas com as escolas da rede municipal de Macaé em projetos para melhorar a vida das crianças com necessidades especiais. O resultado desses trabalhos em sala de aula é um dos destaques do IV Seminário de Educação na Perspectiva Inclusiva, realizado, na Cidade Universitária, nesta segunda-feira, das 8h às 17h, abrindo a Semana de Educação Inclusiva que tem programação até sexta-feira (21).

Os projetos das escolas estão em exposição no corredor central do Bloco A do polo e abordam os seguintes subtemas: “Gentileza Gera Gente Feliz” (Onilda Maria da Costa); “Sala de Recursos Multifuncionais” (Dolores Garcia Rodriguez); “A Inclusão no Mundo de Ziraldo” (Professora Maria Angélica de Oliveira das Dores); “Educando na Diversidade” (Tarcísio Paes de Figueiredo e Maria Augusta de Aguiar Franco); “Incluindo-me neste Universo” (Professora Eda Moreira Daflon); e “Integrados pela Inclusão” (Professora Maria Angélica Ribeiro Benjamin). Os projetos fazem parte do primeiro Encontro entre Escolas.

IV Seminário - O Seminário abordou o tema “Para Além da Aceitação”, promovido pela Coordenadoria de Educação Inclusiva. Na abertura, Sara Lopez, autora do livro “Estelina – um Conto de Luz entre o Céu e o Mar”, prendeu a atenção do público que lotou o Auditório Claudio Ulpiano. Ela, que tem uma filha de três anos com uma síndrome rara de deleção 5q14.3, falou da importância do professor militante abrir o olhar da escola para o atendimento adequado aos alunos portadores de necessidades especiais.

"Eu não enxergava o mundo como enxergo hoje. A inclusão tem pressa e as crianças com necessidades especiais não podem esperar a sociedade estar preparada para recebê-las no mesmo ambiente que as outras crianças", disse acrescentando que este ano resolveu colocar a filha na escola regular e se deparou com a pergunta: “qual o sentido da escola, além da formação acadêmica?”. “É a visão diferenciada para a diversidade que preze por valores e onde há espaço para todos”, definiu. Ela explicou que as síndromes, atualmente, têm nomes por números para evitar termos pejorativos.

Em seguida, Edicléa Mascarenhas falou sobre “Síndromes Raras’. Professora do mestrado em Diversidade e Inclusão da Universidade Federal Fluminense (UFF), associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência. "As pessoas com necessidades especiais precisam ser bem atendidas no município onde vivem. Até os equipamentos públicos que facilitam a vida de quem se desloca com dificuldade é uma questão de saúde e merece toda a atenção. O trabalho envolve o uso de tecnologias para a promoção, prevenção e cuidado integral delas", avaliou.

Participaram do evento representantes de Carapebus, Quissamã, Rio Bonito, Rio das Ostras e de outras cidades vizinhas, bem como de órgãos de Macaé como Secretaria de Saúde, Guarda Municipal, Conselho da Pessoa com Deficiência, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e outros.
À tarde, haverá apresentação cultural “Conto de Fadas Inclusivo”, com profissionais da Escola Municipal de Educação Infantil Anna Benedicta da Silva Santos, relato da experiência “Disciplina de Química no Ensino Médio”, com a professora Shirlei Gavina e o mediador Carlos Mendes, além de roda de conversa, conduzida por Lucília Machado, Andrea Faria e o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Vítor Souza.

Educação inclusiva é realidade em Macaé - A rede municipal conta com 51 salas de recursos multifuncionais. Ao todo, 814 estudantes com laudo específico são atendidos na Educação Especial. Além das salas de recursos, a rede municipal também oferece 10 salas de Apoio Pedagógico Específico (APE). No município funcionam, ainda, os módulos do Centro Municipal de Atendimento Especializado ao Escolar (Cemeaes) com apoio de forma complementar/ e ou suplementar.

› FONTE: Secom Macaé


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