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Saúde disponibiliza exame que detecta hepatite C em 30 minutos

Publicado em 19/07/2018 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Grave problema de saúde pública no mundo, a hepatite C tem o maior número de notificações dentre todos os tipos. Por isso, o Ministério da Saúde lançou este mês, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate à Hepatite (28), o plano de eliminação da doença no Brasil até 2030. Em Macaé, a rede de saúde disponibiliza um exame que detecta a patologia em 30 minutos.

A Secretaria Municipal de Saúde busca conscientizar a população sobre a importância de fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento precocemente. A coordenadora do Programa DST/Aids, Cátia Nascimento, frisou que uma das ações para garantir o acesso da população ao diagnóstico é a descentralização do teste.

O exame está disponível no Programa DST/Aids do Centro de Saúde Dr. Jorge Caldas e nas unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF) dos bairros Lagomar C e Botafogo e do distrito de Glicério. "Quando a doença é diagnosticada, o paciente é encaminhado para tratamento com o especialista em infectologia", informa.

Além da hepatite C, o teste rápido também detecta o tipo B da doença, HIV e sífilis. Primeiro o usuário passa pelo aconselhamento e depois é encaminhado para o exame. O resultado é passado pelo profissional do aconselhamento.

A médica infectologista, Maria Regina Fescina, explica que antes de começar o tratamento no Centro de Saúde Dr. Jorge Caldas, o paciente precisa fazer um novo exame confirmatório, que é encaminhado para laboratório conveniado, fora do município, onde é feita a análise do vírus no sangue.

Segundo Maria Regina, uma das metas é a busca de pessoas que ainda não foram diagnosticadas e a recomendação é que os profissionais solicitem o exame durante a consulta de rotina. "Hoje a adesão ao tratamento é muito melhor para o paciente e com chance de cura de cerca de 90%. O Ministério da Saúde adotou novos medicamentos com menos efeitos colaterais e que devem ser usados entre três e seis meses", ressalta.

A médica acrescenta que com as novas drogas, as perspectivas são boas e a meta do Ministério da Saúde é tratar 19 mil pessoas no país e a partir de 2019, 50 mil. "O sucesso também depende do paciente, pois ele precisa seguir corretamente a orientação médica  e ir regularmente às consultas", disse.

O ascensorista C.H.P.S., de 59 anos, descobriu a doença numa consulta de rotina, na qual o médico solicitou diversos exames, entre eles a sorologia para hepatite C. O paciente contou que em 1986 passou por uma transfusão de sangue, durante uma cirurgia.

Após o diagnóstico, ele foi encaminhado para o atendimento com a infectologista. Entre os meses de janeiro a abril de 2017, ele fez o tratamento com as novas medicações, disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Foi tranquilo, não precisei interromper minhas atividades e trabalhei normalmente. Até falei com a doutora que as dores que sentia nas pernas melhoraram depois do uso dos remédios", disse, acrescentando que anda de bicicleta e tem uma rotina normal.

A médica Maria Regina explicou que três meses após a suspensão dos medicamentos, o ascensorista fez novo exame, que teve como resultado resposta virológica sustentada (RVS), o que significa que o vírus não foi encontrado e representa uma boa resposta. "Agora ele será acompanhado por dois anos com consultas e exames regulares. É importante que a população procure tratamento, pois a hepatite C tem cura", assinalou.     

Hepatite C

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. O vírus da hepatite C é assintomático e ataca o fígado.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 75% das pessoas com hepatite C não sabem que têm a doença. O vírus é transmitido pelo contato com sangue infectado e permanece vivo fora do corpo por até quatro dias; em ambiente fechado (exemplo da seringa), por até 63 dias e é de 50 a cem vezes mais transmissível do que o HIV. 

Entre as causas de transmissão estão:

Transfusão de sangue e transplantes realizados antes de 1992;

Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros); para higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings que não tenham esterilização adequada;

Da mãe infectada para o filho durante a gravidez;

Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (mais rara).

O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar com médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento.

› FONTE: SECOM Macaé


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