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Poluição no Sul Fluminense está na mira do MPF e de CPI na Alerj

Publicado em 09/07/2018 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


As irregularidades no depósito sem controle de escória da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), operado pela Harsco Metals, em Volta Redonda, no Sul do estado, acabaram chamando a atenção para a intensa poluição do ar no restante da cidade.

Os problemas são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF-VR) e estão na mira de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Depois de reportagens do DIA sobre o assunto, moradores intensificaram postagens de fotos e vídeos nas redes sociais, mostrando que o pó preto dos resíduos, com resquícios de metais pesados de altos-fornos e aciaria, tem sido despejado também pelas chaminés da siderúrgica.No bairro Brasilândia e no entorno de outros cinco bairros, as pilhas do material, que já alcançam mais de 30 metros de altura, são ameaça ao Rio Paraíba do Sul e à saúde de 15 mil moradores.

O MPF-VR aceitou denúncia da ONG Associação Homens do Mar (Ahomar) e abriu inquérito para apurar responsabilidades.Em nota, a CSN garantiu que nas últimas semanas "não foram registradas violações dos parâmetros de qualidade do ar no município". Admite, porém, que a escassez de chuvas pode estar contribuindo para o aumento "de partículas de diversas fontes de poeira no ar" e que tem adotado "várias medidas (sem detalhar quais) para reduzir incômodos à comunidade". Denúncias na internet e a entidades de defesa do meio ambiente, entre elas a Comissão Ambiental Sul (CAS), Ahomar e Movimento Baía Viva, mostram moradores limpando quintais e reclamando de doenças respiratórias pela cidade. Representantes das entidades afirmam que há "um bom tempo" os moradores não conseguem acesso imediato a registros da qualidade do ar em Volta Redonda.

"É uma caixa preta. Os painéis que deveriam informar publicamente o nível de qualidade da atmosfera (bom, regular ou ruim), 24 horas por dia, controlados pela própria CSN, estão fora do ar há meses, assim como a página do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que deveria prestar o serviço. Mesmo se o site estivesse funcionando, só há dados disponíveis até dezembro de 2017", critica Adriana Vasconcellos, presidente da CAS."Há 11 anos, sondagem popular já denunciava os efeitos negativos da poeira siderúrgica para os pulmões e pele dos moradores.

Em 2015, provamos no MPF-VR, usando imãs, que há limalha de ferro em poeira que invade as casas", lembrou José Maria da Silva, o Zezinho, integrante da comissão. A Justiça ainda investiga.Em resposta aos moradores, o Inea informou que as medições de qualidade do ar em Volta Redonda são feitas por nove estações, sendo uma delas na região do pátio de escória da própria CSN. O órgão explicou que a CSN opera e mantém oito estações de qualidade de ar e uma de meteorologia, "porque é prática do controle ambiental que atividades responsáveis por emissões se responsabilizem pelo monitoramento do entorno, atendendo a instruções do Inea".

› FONTE: O Dia


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