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Com gol no fim de Giménez, Uruguai vence o Egito

Publicado em 15/06/2018 Editoria: Copa 2018 sem comentários Comente! Imprimir


No esperado duelo entre badalados atacantes, coube ao zagueiro Giménez garantir a vitória do Uruguai por 1 a 0 sobre o Egito no fim. A esperança de muitos gols no duelo foi destruída pela ausência de Salah, que não saiu do banco de reservas, pela péssima atuação de Suárez, desperdiçando três ótimas chances,  e pela ótima atuação de El Shenawy, que parou Cavani, mas nada pôde fazer na cabeçada do zagueiro, na Arena Ecaterimburgo. Foi a primeira vitória dos uruguaios numa estreia de Copa desde 1970 e agora eles dividem a liderança com a Rússia do Grupo A da Copa do Mundo.

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A expectativa de ver Salah em campo desde o início não se concretizou. Poupado por causa da lesão no ombro esquerdo, o atacante viu do banco o Egito fazer um primeiro tempo seguro e equilibrado contra o favorito Uruguai (seu reserva, Warda foi bem participativo). Só faltou a qualidade do jogador do Liverpool para os egípcios terem mais força ofensiva: a única chance da equipe foi um chute de Trezeguet que Muslera defendeu sem muita dificuldade, aos 11.


Salah começou no banco - AFP
Do outro lado, o Uruguai contava com sua poderosa dupla de ataque, mas teve muita dificuldade para criar, apesar da maior posse de bola, a ponto do zagueiro Godín precisar ir ao ataque para criar duas jogadas. Pesou à Celeste a má atuação do cruzeirense Arrascaeta, pouco inspirado. Mesmo assim, Cavani marcaria um golaço se a zaga não desviasse a bola, e Suárez perdeu gol incrível na pequena área, ao chutar mal após escanteio, aos 23. Enquanto o atacante do PSG ficou muito isolado, o do Barcelona participou mais, só que errou muito.

Após o intervalo, o Uruguai voltou com outra postura, mais agressiva. E a dupla ofensiva já mostrou sua cara logo no primeiro minuto. Cavani tocou para Suárez, que teve outra ótima chance de marcar, mas parou no joelho do goleiro EL Shenawy. Parecia que a situação do jogo mudaria, mas os uruguaios seguiram com enorme dificuldade de criação no meio. Não à toa o técnico Óscar Tabárez tirou os dois meias (Arrascaeta e Nández) para tentar mudar o panorama.

Já o Egito não conseguiu mais manter a força no meio de campo. Ainda assim, continuou bem fechado e dificultando o ataque adversário. Enquanto o tempo passava, as três substituições foram feitas e Salah seguiu no banco vendo sua equipe suportar a pressão uruguaia. Ele quase comemorou quando Fathi soltou a bomba para Muslera defender e lamentou o erro em dois contra-ataques que poderiam ter sido mortais.

A dupla uruguaia ainda  tentou fazer a diferença. Aos 27, novamente com Cavani servindo, só que Suárez, mais uma vez, desperdiçou ótima chance ao tentar driblar El Shenawy, que pegou. Quando os uruguaios inverteram os papéis, Cavani recebeu e soltou a bomba para grande defesa do goleiro egípcio, aos 37.

Nos minutos finais, o Uruguai iniciou uma forte pressão. Quando Cavani cobrou uma falta e a bola bateu caprichosamente na trave, aos 42, parecia que o 0 a 0 seria o resultado final. Mas então o Uruguai mostrou que seus atacantes não são a única força. Ainda havia a bola aérea. Giménez subiu sozinho para fazer o gol da vitória, aos 45, numa falta cobrada pela direita.

FICHA TÉCNICA

Local: Arena Ecaterimburgo, em Ecaterimburgo (Rússia)

EGITO: EL Shenawy, Fathi, Ali Gabr, Hegazy e Abedl-Shafi; Elneny, Tarek Hamed (Morsy), Warda (Sobhi), Abdalla e Trezeguet; Mohsen (Kahraba). Técnico: Héctor Cúper

URUGUAI: Muslera, Varela, Godín, Giménez e Cáceres; Betancur, Vecino (Torreira), Nández (Sánchez) e Arrascaeta (Rodriguez); Suárez e Cavani. Técnico Óscar Tabárez

Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)

Assistentes: Sander Van Roekel e Erwin Zeinstra (Holanda)

Gol: Giménez (45 minutos do 2º tempo)

Cartão amarelo: Hegazy (Egito)

› FONTE: O Dia


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