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Projeto Escola de Multiplicadores de Cuidados é lançado

Publicado em 13/06/2018 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


Foi lançado nesta terça-feira (12), no Auditório Cláudio Ulpiano da Cidade Universitária, o projeto Escola de Multiplicadores de Cuidados. A programação, voltada para os profissionais que atuam no Centro Municipal de Apoio à Criança e à Adolescência (Cemaia), tem como objetivo contribuir na formação dos funcionários que atuam no abrigo gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Acessibilidade. O Cemaia conta com 72 servidores. Atualmente, o espaço, localizado na Virgem Santa, atende cerca de 20 crianças e adolescentes.

Esta é a primeira escola específica criada para os acolhedores. A intenção é estender a formação aos que atuam nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e em setores da rede que tratam da criança e juventude.

O foco da formação é "cuidar de quem cuida" com destaque para conteúdos e experiências ligados ao cotidiano e situações adversas, construção de um ambiente institucional onde as equipes estejam unidas para resolução de problemas, além do cuidado com os outros e com a instituição. Participaram da formação o secretário de Ordem Pública, Sebastião Carneiro e o secretário Adjunto de Segurança, André Luiz Ramos Monteiro.

Durante a aula, a equipe da Universidade Livre; o coordenador da Unilivre, Paulo de Tarso e o professor do campus Macaé da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Moisés Marinho afirmaram que a formação será construída de forma coletiva.

Para a Secretária de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Acessibilidade, Tatiana Pires, a escola promove acolhimento dos servidores para que consigam melhor cuidar de quem precisa. "Estamos satisfeitos com esta capacitação diferenciada, que vai reforçar questões sobre como tratar com demandas e necessidades", explica.

Curso aborda segurança e direitos na infância e juventude

O curso é uma parceria da Universidade Livre, da Secretaria Adjunta de Ensino Superior, e a Secretaria  de Desenvolvimento Social, e conta com o apoio da Guarda Municipal, da Secretaria de Ordem Pública, do Ministério Público e do Juizado da Infância e Juventude.

Durante a programação, que se estenderá até o fim do ano, os participantes se integrarão aos eixos vivencial e teórico, que também vão abranger questões como Primeiros Socorros, Estatuto da Criança e Adolescente ( ECA), segurança e direitos e deveres na infância e juventude. 

O secretário Adjunto de Ensino Superior, Marcio Magini, afirmou que a proposta da Escola de Multiplicadores de Cuidados é promover ações para que os atendem à demanda da sociedade. "A intenção é criar um ambiente de gestão de pessoas humanizado e técnico", explicou.

Aprovação -  O primeiro dia de formação foi elogiado por alguns integrantes. Entre eles estavam as cozinheiras Clea Madureira e Luzia da Silva. "Queremos aprender mais. Trabalhamos na cozinha mas, mesmo assim, temos que saber como melhor atender os acolhidos", afirmaram. Também aprovaram o projeto as orientadoras sociais Ticiane Ivo de Oliveira e Renata  Noronha. "Uma formação como esta vai contribuir com o nosso dia a dia", lembraram.

Cemaia -  Atualmente o espaço funciona com o Cemaia I, com crianças de 0 a 12 anos incompletos e adolescentes com filhos e Cemaia II, com adolescentes de 12 a 18 anos incompletos. Com capacidade para 40 atendidos, as duas unidades do Cemaia I e II assistem crianças e adolescentes em situação de risco social. Entre os abrigados estão as mais diversas situações de vulnerabilidade social.

O local conta com brinquedoteca, sala de enfermagem e quartos específicos para meninos e meninas. Quando não estão estudando, as crianças participam de atividades. O espaço conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais como psicólogo, advogado, assistente social, coordenador, enfermeiro, técnico de enfermagem, pediatra, motorista e equipe administrativa.

Os abrigados possuem uma vida normal, como qualquer outra criança ou jovem. Eles vão para a escola e participam de projetos sociais utilizando os serviços oferecidos pelo município. O acolhimento tem como finalidade garantir sua reintegração familiar ou colocação em família substituta.

› FONTE: SECOM


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