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Câmara de Macaé aprova pedido de plano municipal de segurança pública

Publicado em 31/05/2018 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


Todas as propostas são do vereador Nilton Cesar Moreira

Todas as propostas são do vereador Nilton Cesar Moreira

Seis requerimentos sobre segurança pública foram aprovados na sessão desta quarta-feira (30), na Câmara Municipal de Macaé. Todas as propostas são do vereador Nilton Cesar Moreira (Pros), o Cesinha, e tiveram amplo apoio dos parlamentares presentes.

As proposições são pedidos ao Executivo para criar estratégias envolvendo iluminação pública, ações da Guarda Municipal e o desenvolvimento de programas de redução da violência. Há ainda uma solicitação para a elaboração de um plano municipal de segurança, com projetos e ações a serem encaminhados ao Estado e ao Ministério da Justiça para a obtenção de recursos.

Cesinha defendeu que “a segurança pública deve ser feita não apenas com reforço do policiamento mas também com esporte, educação, lazer e cultura”. Ele também pediu mais segurança para o bairro e a escola da Virgem Santa. O parlamentar recebeu o apoio de Robson Oliveira (PSDB), que pediu uma “intervenção social” na cidade: “Só polícia não resolve”.

Nessa mesma linha de pensamento, Luiz Fernando Pessanha (PTC) afirmou que a desigualdade social e a ausência do poder público são a causa da violência. E Valdemir da Silva Souza (PHS), o Val Barbeiro, declarou que apenas um conjunto de políticas integradas será capaz de resolver o problema da segurança pública.

Crítica ao governo

Os vereadores Maxwell Vaz (SD) e Marvel Maillet (Rede) criticaram a omissão do governo municipal na promoção de políticas públicas que visam garantir oportunidades aos jovens mais carentes – mais suscetíveis à influência do tráfico de drogas nas periferias da cidade.

Para Marvel, investir em projetos sociais é o caminho mais fácil, barato e eficiente para diminuir a violência. “Foram interrompidos os projetos de bolsa universitária, bolsa-estágio, bolsa-atleta e o contraturno escolar. Os poucos projetos sociais que restaram funcionam em condições precárias”.

Maxwell questionou como poderia ser intensificado o patrulhamento da Guarda se faltam veículos, equipamentos e até uniformes para esses servidores trabalharem. Welberth Rezende (PPS) informou que a falta de fardas na corporação já foi resolvida.

Discussão com a sociedade

A Lei 13.022/2014, que permite às Guardas Municipais auxiliarem no policiamento ostensivo, voltou à pauta de discussões. Ela foi lembrada por Welberth, que propôs a realização de uma nova audiência pública para discutir com a sociedade o tipo de Guarda e o plano de segurança que os cidadãos macaenses querem.

Para Marcel Silvano (PT), a paz é fruto da justiça. Sob essa lógica, quanto mais injusta e desigual for a sociedade, maior será a violência. “Os números nos mostram que onde a Guarda passou a fazer o papel da polícia aumentaram as mortes, sobretudo entre os guardas”. Segundo ele, uma sociedade mais armada pode gerar ainda mais truculência entre a população. “Acho que esse plano tem que ser construído de forma coletiva, com a participação de toda a sociedade”.

› FONTE: ASCOM CMM


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