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A Semana Santa na Paróquia Santo Antônio

Publicado em 05/04/2018 Editoria: Religião sem comentários Comente! Imprimir


No dia 25 teve início a Semana Maior, com a solenidade do Domingo de Ramos

No dia 25 teve início a Semana Maior, com a solenidade do Domingo de Ramos

A Semana Santa, a mais importante celebração da Igreja Católica, que recorda a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo, teve extensa programação na Paróquia Santo Antônio em Macaé. Do Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa, os fiéis reviveram os episódios mais marcantes desta semana crucial na vida de Jesus.

No dia 25 teve início a Semana Maior, com a solenidade do Domingo de Ramos. Celebrada pelo pároco, padre Gleison Lima, a Santa Missa teve início na Praça do Rodo às 8h, onde a comunidade recebeu os ramos abençoados, seguindo em procissão pelas ruas do bairro Visconde de Araújo. Na Matriz Paroquial, a Missa teve continuidade.

- Celebrar a Semana Santa é reviver o coração da história da humanidade e da salvação. O mundo - salvo por Jesus Cristo, pela obediência do Senhor até a morte na cruz - deve parar esta semana para celebrar seu mistério salvífico - afirmou o sacerdote durante a homilia. A Sagrada Eucaristia foi partilhada diante de cerca de 2 mil pessoas.

Já a Segunda-feira Santa (26) foi marcada pela tradicional Via Sacra, que foi organizada pelo Colégio Castelo e reuniu mais de 400 pessoas em uma procissão luminosa pelas ruas do Visconde. A marcha solene teve início na Paróquia Santo Antônio e terminou na quadra da escola, percorrendo assim as 14 estações da Via Crucis de Jesus, desde o Pretório de Pôncio Pilatos até ao Monte Calvário.

Na Terça-feira Santa (27), Jesus anunciou a sua morte, assim como a traição e o traidor. Foi ainda o dia em que foram meditadas as Sete Dores de Nossa Senhora. “Jesus disse ‘Darás a sua vida por mim?’ e é a resposta dessa pergunta que nós devemos buscar todos os dias. Só vive a Semana Santa quem é capaz de dar sua vida por amor a Deus”, lembrou o padre Gleison.

A Procissão do Encontro marcou a Quarta-feira Santa (28). Na ocasião, as paróquias da cidade se encontraram e as mulheres participaram da Santa Missa na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, enquanto os homens estiveram presentes na Santo Antônio. Em seguida, os fiéis saíram em procissão pelas ruas de Macaé. Os homens acompanharam o Nosso Senhor Jesus Cristo e, as mulheres, Maria. No cruzamento que separa o Centro da cidade e os bairros Visconde e Miramar, Maria encontrou Jesus e ambos percorreram o caminho até o calvário, simbolizado na procissão pelo morro que leva à Igreja de Sant&39;Anna. A procissão foi encerrada com uma breve reflexão do padre José Luiz, lembrando o quão duro é o caminho do calvário.

Missa da Instituição da Eucaristia

e Lava Pés abrem o Tríduo Pascal

A Quinta-feira Santa (29) na Paróquia Santo Antônio foi marcada pela celebração da Santa Missa da Instituição da Eucaristia e do Lava Pés, presidida pelo pároco padre Gleison Lima e concelebrada pelo vigário paroquial, padre Amauri da Silva. O rito que retrata a última ceia de Jesus com os apóstolos marcou o início do Tríduo Pascal e lembra a última vontade de Jesus antes de sua morte e ressurreição. Já o Lava Pés é um ritual litúrgico que retrata Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, demonstrando seu amor por cada um e transmitindo que a humildade e o serviço são o centro de sua mensagem. Doze fiéis tiveram seus pés lavados pelo sacerdote como forma de compromisso em estar a serviço da comunidade, para que todos tenham salvação.

Durante a pregação, padre Gleison fez questão de ressaltar que o verdadeiro cristão católico deve seguir o exemplo de Jesus, ser coerente em suas atitudes e, principalmente, servir ao outro. Além disso, o pároco enfatizou a importância de viver plenamente a presença do Cristo durante a Eucaristia. “Quem rega o jardim da igreja é a Eucaristia e é ela que nos leva a viver o serviço”, destacou.

Logo após a Missa, os fiéis saíram em procissão silenciosa acompanhando o Santíssimo Sacramento, que foi transladado para adoração durante toda a Vigília Eucarística.

Já na Sexta-feira Santa (30), a Liturgia da Paixão do Senhor na Santo Antônio foi celebrada às 15h. Vestido de vermelho, a cor dos mártires, o pároco se prostrou no chão diante do altar desnudo, silenciosamente, durante alguns minutos. O realismo da profecia de Isaías iniciou a Liturgia da Palavra fazendo memória de um redentor maltratado, desfigurado e morto como malfeitor, mas que resgata o pecado de todos e intercede em favor dos pecadores. O Evangelho levou os fiéis a acompanharem os passos vividos por Jesus desde a condenação até a morte na cruz.

Em sua homilia, padre Gleison lembrou que Jesus continua na cruz em cada irmão que sofre com a injustiça, a violência, a solidão e tantos outros sofrimentos. Citou ainda a corrupção e a falta de assistência aos pobres como verdadeiro calvário de nossa época.

- Se fôssemos contabilizar apenas na Semana Santa, quantos perderam a vida em nossa cidade fruto da violência? Como que alguns de nossos semelhantes enriqueceram ilicitamente a ponto de inúmeras outras pessoas morrem sem saúde, sem ter o que comer? Eis o que somos capazes de fazer - disse.

A oração universal rezada pelo pároco trouxe ainda como intenções a santa Igreja, o Papa Francisco, os fiéis, os catecúmenos, a unidade dos cristãos, os judeus, os que não creem em Cristo, os que não creem em Deus, os poderes públicos e os que sofrem provações.

Na segunda parte da Liturgia, a Exaltação da Santa Cruz, carregando “o lenho do qual pendeu a salvação do mundo” coberto por um véu vermelho, com o Cristo descoberto e beijado pelo sacerdote. Os fiéis fizeram fila para beijar a cruz. Foram quase 50 minutos de fila, da qual participaram aproximadamente 1.500 pessoas de todas as idades, algumas doentes e com dificuldade de locomoção, mas movidas pela fé no Salvador.

O rito da comunhão encerrou a Liturgia da Paixão do Senhor. Jesus vivo foi oferecido aos fiéis nas hóstias que foram consagradas nas celebrações eucarísticas da Quinta-feira Santa. Em seguida, a assembleia se retirou silenciosamente da paróquia. Às 19h, teve início a Procissão do Senhor do Morto, saindo da Igreja de Sant’Anna, passando pelas paróquias Nossa Senhora de Fátima e São João Batista, e terminando na São Paulo Apóstolo.

Encerrando o Tríduo, na noite de sábado (31), a comunidade paroquial reuniu-se às 20h na praça em frente à Igreja Matriz para dar início à Vigília Pascal, também chamada de Mãe de todas as vigílias, onde aconteceu o lucernário e foi realizada a bênção do fogo.

A procissão luminosa - liderada pelo pároco, padre Gleison Lima, e pelo vigário paroquial, padre Amauri da Silva - seguiu até o templo, onde os fiéis puderam escutar a Liturgia da Palavra que rememorou toda a história do povo de Deus, desde o Gênesis, contemplando o caminho preparado pelo Senhor para o Seu Filho Único, trazido ao mundo pelo ventre da Virgem Maria.

Maria, Mãe e Mestra, foi o cerne da pregação feita pelo pároco: "Há um belo paralelismo entre Maria e a abelha, cuja cera virgem é a base do Círio Pascal, que é Cristo ressuscitado - virgem, puro, sem mancha, assim como sua Mãe. A abelha operária é a abelha mais pura, casta, responsável por todo o trabalho e alimento da colmeia. A Virgem Maria não é um fator primordial para a celebração de hoje, mas sem Ela junto ao Filho não podemos chegar à compreensão profunda do mistério que celebramos. Assim como a abelha casta está a serviço da colméia, Maria está a serviço da Igreja".

E prosseguiu: "A coluna luminosa que acendemos hoje é o Cristo ressuscitado, que tem palavras tão doces como o mel, fruto do serviço das operárias virgens. Assim como a abelha, Maria é redonda pela graça de Deus, sem começo e nem fim, sólida pela caridade, compacta pela sua virgindade, pura e casta, detentora da cera nova, que é a carne de Cristo - conforme as palavras de Santo Antônio", finalizou o sacerdote.

Diante do Círio Pascal e do olhar maternal de Nossa Senhora, quatro paroquianos (Alan, Mikjord, Júlia e Gabriela) receberam os sacramentos do Batismo e Eucaristia. Alan, Mikjord e Júlia também confirmaram o Batismo ao receberam ainda o sacramento da Crisma.

Na Sexta e Sábado Santos, às 5h, os fiéis da Santo Antônio também participaram do Ofício das Trevas, que é o conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais, onde o templo ficou às escuras, iluminado apenas por velas que se apagam aos poucos durante a cerimônia. Esta forma de celebrar é responsável pelo nome dado ao ritual, que representa o luto e a escuridão à qual ficou sujeita a Terra diante da morte de Jesus. É um forte momento de oração e reflexão da vida e missão de Cristo, que conduz os fiéis à oração mediante a meditação da Palavra de Deus.

Ressuscitou! Aleluia, Aleluia!

Celebrar a vida, o amor e a misericórdia de Deus. Estes foram os princípios destacados na Missa do Domingo de Páscoa, a comemoração mais importante da Igreja Católica - o dia da Ressurreição de Jesus. A Páscoa é um período de renovação para o fiéis. Por isso, a necessidade de se manter acesa a chama que torna-os pessoas novas em Cristo.

A celebração da Páscoa, presidida pelo pároco, Pe. Gleison Lima, teve uma homilia voltada para a chave de leitura de toda a Bíblia, que é o Jesus ressuscitado. O sacerdote ressaltou que “não caminhamos sozinhos e que não podemos questionar a presença de Deus ao nosso lado”. A homilia também foi marcada pelo convite que “devemos fazer a Jesus para entrar em nossa casa e em nossos corações”.

- Não podemos receber Jesus e continuarmos cegos. Precisamos acordar para que Ele faça morada em nós - frisou.

A celebração contou ainda com a presença de 16 adultos que receberam pela primeira vez a Eucaristia. O padre ressaltou a importância do momento, em que eles puderam se unir a Jesus Cristo recebendo o seu Corpo e Sangue. O branco das vestes batismais também foi lembrado: “A roupa branca de vocês é um sinal da pureza do Cristo que os alimenta. Que com esse sacramento vocês possam existir para fazer a diferença”, completou. 

Ao final, o Padre Gleison reforçou que com a celebração da Páscoa foi iniciado o Tempo Pascal, que compreende os 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o de Pentecostes - dia em que o Senhor enviou o Seu Espírito Santo sobre os apóstolos, para que dessem continuidade à missão do Anúncio da Boa Nova.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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