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Milhões de empregos dependem de esforço para exportação de derivados de leite

Publicado em 02/04/2018 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Qualquer pessoa que acompanha a pecuária leiteira do Brasil se pergunta: o que nos impede de exportar? Produzimos em quantidade milho, soja, algodão. Temos terra e mão de obra. Temos gado, rústico e de qualidade para a área tropical. O que falta? Não adianta alguém se apressar a dizer que falta qualidade. Nada disso. Parte substantiva da produção de leite é de excelente padrão.

Outro dirá que o mercado mundial está saturado. Como saber se nunca fizemos um esforço verdadeiro, inteligente e persistente? Amigos produtores de leite, que sofrem com preços irrisórios, ou nos movimentamos para exigir um esforço de exportação ou ninguém fará isso por nós. Essa bola é nossa. O único meio para melhorar a derrocada dos preços do leite para pequenos e médios produtores é constituirmos um grupo, uma parceria público-privada, para exportar, pelo menos, 20% de nossa produção interna.

Centenas de milhares de pequenos e médios produtores deixaram a atividade nos últimos anos por falta de políticas públicas eficazes. Não exportaremos NUNCA se ficarmos esperando o atual quadro institucional: entidades do setor que nada fizeram de substantivo nessa questão. E não teremos indústrias poderosas abrindo mercado para nossa produção, pois as grandes são apenas filiais de grupos estrangeiros da comunidade europeia, e quem decide esse assunto — de onde e para onde exportar — é sempre a matriz.

Leite é assunto de ESTADO. É geração de emprego e renda para parte da população que precisa desses empregos específicos. Só no Brasil, leite é tratado de maneira subalterna, demagógica, pois nós produtores não somos corretamente representados.

Que tal pensar, nesse ano eleitoral, em comprometer políticos que tradicionalmente se mostram como “amigos” dos produtores de leite com essa proposta: criar um grupo de elite, um grupo especial, com recursos financeiros e grandes talentos, para pensar e agir 24 horas por dia, com foco na exportação de derivados de leite. Não falo apenas de mais um grupo. Falo de um verdadeiro conjunto de pessoas e recursos que não sejam intimidados ou isolados por indústrias desinteressadas e entidades que até agora não cumpriram nada de seu papel. Um movimento supervisionado e estimulado pelos produtores, os reais interessados.

Será que não somos competentes para essa demanda? É claro que os esforços vão produzir resultados em três ou cinco anos. Ficamos muito tempo omissos, parados. Um grupo de elite para salvar milhões de empregos. Alguém se interessa? Vamos nos mobilizar?

› FONTE: JB


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