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MPRJ realiza operação para prender traficantes e PMs na Região Sul Fluminenses

Publicado em 22/02/2018 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil realizam, nesta quinta-feira (22/02), operação para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva de 92 pessoas denunciadas por tráfico de drogas e delitos conexos na região Sul Fluminense, principalmente no Município de Resende. Para atuar junto à Polícia Civil local no cumprimento dos mandados, o MPRJ deslocou para a região 22 equipes da coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

A quadrilha conta com mais de cem integrantes, já que, além dos 92 denunciados,  pelo menos dez adolescentes serão responsabilizados na Vara da Infância e Juventude. Diante do grande número de criminosos, foram apresentadas sete denúncias à 2 ª Vara Criminal de Resende e uma denúncia perante a Auditoria Militar, cada qual contemplando um núcleo de criminosos específico.

De acordo com o inquérito da “Operação Vou De Táxi – Fase II”, a associação criminosa agia com organização, nos moldes de uma empresa formal, apresentando tentáculos em diversos bairros de Resende, assim como em outras cidades da região, além do Estado de São Paulo. Relatórios elaborados pela Polícia Civil demonstram que os denunciados estão envolvidos em diversos outros crimes, inclusive roubos armados a estabelecimentos de Resende.

“Tanto quanto organizada, a associação mencionada era integrada por elementos da mais alta periculosidade, vários portadores de péssimos antecedentes, restando apurado à saciedade que agiam armados, reiteradamente ameaçando de morte seus devedores e outras pessoas que ousassem atravessar seu caminho, estando os denunciados ligados às facções criminosas oriundas da capital do Rio de Janeiro, bem como ao Primeiro Comando da Capital-PCC, sediada em São Paulo, sendo que os líderes do núcleo ora denunciado fixaram uma célula formal destes grupos criminosos na região Sul Fluminense”, dizem as denúncias encaminhadas à 2 ª Vara Criminal de Resende.

Além das prisões, a operação cumpre cem mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, para localizar e arrecadar novas provas dos crimes para o farto conjunto probatório que já conta, especialmente, com diversos diálogos telefônicos interceptados. Também serão apreendidos bens móveis, já que, ao longo de meses de investigações, o MPRJ apurou que os bens e os ativos dos denunciados são todos provenientes das atividades criminosas.

Antes mesmo do início da operação deflagrada nesta quinta-feira, foram encontradas 13 armas de fogo e apreendidos cinco carros e aproximadamente 30 quilos de entorpecentes, dentre maconha, cocaína e crack.  Em uma creche municipal, onde um dos denunciados era vigia, os investigadores descobriram munições, incluindo uma de calibre 50, além de materiais para preparação de entorpecentes. Foram realizadas ainda 43 prisões e desmantelados dois laboratórios de refino de drogas.

PMs são denunciados por extorsão

À Auditoria Militar, foram denunciados pelo crime de extorsão os policiais militares Jorge Leonardo Batista Correa e Dorvagnes Fernando de Andrade Silva do Nascimento, ambos lotados no 37º BPM. A extorsão foi comprovada por interceptações telefônicas judicialmente autorizadas no âmbito da “Operação Vou de Táxi II”.

De acordo com as investigações, os PMs estavam em serviço quando abordaram Marcos Felipe e Willian, conhecidos traficantes de drogas da região Sul Fluminense, subordinados a Milton, conhecido como Tio. Na ocasião, Marcos Felipe e Willian estavam a bordo de um veículo BMW de propriedade de Tio.  Conforme demonstram as conversas telefônicas, os denunciados inicialmente exigiram a quantia de R$ 30 mil para não apreender o veículo clonado e não prender Marcos Felipe e Willian.

Posteriormente, os valores foram reduzidos para R$ 10 mil. Enfim, os militares aceitaram a importância de R$ 2 mil em espécie e o veículo BMW, que permaneceu “consignado” com Tio, que o recomprou dos denunciados pelo valor de R$ 10 mil, em cinco parcelas semanais de R$ 2 mil, sob a ameaça dos policiais em caso de inadimplência. Os diálogos travados entre Willian e outra comparsa logo após a extorsão comprovam que ao menos parte dos valores exigidos foi paga aos PMs denunciados.

As interceptações telefônicas também foram primordiais para impedir um crime de roubo armado à filial das Lojas Marisa, no shopping Pátio Mix, em Resende, onde quatro criminosos – um deles funcionário da loja – foram flagrados por policiais no curso da ação criminosa.

› FONTE: MPRJ


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