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Maduro anuncia que Venezuela irá criar moeda similar ao bitcoin

Publicado em 04/12/2017 Editoria: Mundo sem comentários Comente! Imprimir


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo (3) que seu país terá uma nova moeda virtual nacional, que irá valer nos mesmos moldes do bitcoin. Segundo ele, a moeda será chamada de “El Petro”.
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“A Venezuela vai criar uma criptomoeda, ‘El Petro’, para avançar em matéria de soberania monetária, fazer transações financeiras e vencer o bloqueio financeiro”, afirmou Maduro.

A declaração do presidente se refere a alguns países, como os Estados Unidos, por exemplo, que possuem restrições financeiras à nação venezuelana. Alguns funcionários do governo, por exemplo, têm suas contas bloqueadas.

Segundo o presidente, que não explicou quando nem como esse arranjo iria funcionar, a moeda será respaldada nas reservas venezuelanas de ouro, petróleo, gás e diamante.

O bitcoin já é uma moeda bastante usada na Venezuela, além de outras criptomoedas menos famosas. Isso porque a população que usa esse tipo de dinheiro tem o objetivo de proteger suas economias dos efeitos da hiperinflação e escapar da falta de notas.

Maduro também afirmou que a criptomoeda criada por seu país terá duas diferenças da, já conhecida, bitcoin. Além de ser controlada e emitida por um país, ela também será atrelada a bens físicos.

Apenas neste ano, o bitcoin passou a ganhar notoriedade entre os investidores comuns e seu preço já ultrapassou os US$ 10 mil, mas ainda divide opiniões entre os economistas que acreditam na existência de uma bolha especulativa.

Entenda o bitcoin
As moedas criptografadas ficaram conhecidas como meio de pagamento no comércio ilegal da deep web por oferecem mais privacidade ao não demandarem intermediários entre o pagador e o receptor, o que estimulou o surgimento de transações irregulares.

Em 2008, o bitcoin não existe de forma palpável. Cada transação é um código alfanumérico trocado entre quem vende e quem compra um produto ou serviço. Essas transferências são efetuadas sem interferências de terceiros já que os Bitcoins não são emitidos nem lastreados por bancos centrais. O fato de as operações não serem descentralizadas explica também porque é praticamente impossível rastreá-las.
Fonte: Último Segundo 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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