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Prova de exatas do Enem foi menos interpretativa, avaliam professores

Publicado em 13/11/2017 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


Professores consideraram como menos interpretativas e mais conteudistas as provas de matemática e ciências da natureza do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, realizadas neste domingo (12). Por tradição, mesmo na prova de exatas, o exame costumava incluir muitas questões interpretativas e com relação direta com o cotidiano.

Segundo avaliação do professor de biologia Rubens Oda, do curso Descomplica, a maior dificuldade que os candidatos enfrentaram na prova do Enem neste domingo foi a presença de conteúdos esperados, mas cobrados com maior nível de detalhamento.

Um dos exemplos, de acordo com Oda, foi uma questão de genética que abordou um detalhe específico sobre o processo de espiralização do cromossomo X. Para ele, isso é algo pouco conhecido dos estudantes do ensino médio. “Era esperado que cair alguma coisa de genética, mas não no grau de profundidade e detalhamento que foi cobrado”, diz.

Um bom desempenho na prova deste domingo, ainda segundo o professore, dependeu muito mais da preparação do que da concentração do estudante. “O que acontece é que o Enem, historicamente, é uma prova que pesava bastante na interpretação, na busca de avaliar competências e habilidades. O que ocorreu neste ano, com os conteúdos que foram cobrados em ciências da natureza, parece que volta a cobrar conteúdos que eram mais pertinentes ao antigo modelo de vestibulares. Ou seja, a prova está deixando de ser um teste que busca a cobrança de competências e habilidades e está voltando a ser mais conteudista”, avaliou.

Oda afirmou que houve questões interpretativas, como as que tratam de análise de gráficos, mas o peso dado aos itens com mais foco no próprio conteúdo foi maior do que em edições anteriores. O professor classifica essa mudança como negativa.

“Acho um retrocesso. Principalmente no momento em que se discute o novo ensino médio, a nova Base Nacional Comum Curricular, a gente voltar a pensar em uma avaliação de conteúdos e não de habilidades e competências é um retrocesso. Ainda mais se levarmos em conta um país continental como o Brasil, que tem realidades educacionais muito diferentes nos seus estados”, disse.

Matemática
Para o professor de matemática Gabriel Miranda, a prova também foi mais conteudista, além de ter sido "matematicamente mais pesada". "Lógico que sempre foi a cara do Enem as questões de interpretação , mas este ano foi um pouco menos  do que em anos anteriores. Essa foi uma mudança que achei interessante, em geral a prova estava mais direta e mais bem escrita", afirmou.

Na prova de matemática do Enem, entre os assuntos mais abordados, caíram razão e proporção, logaritmo, análise combinatória e probabilidade. “Eles talvez perceberam que precisavam de uma prova mais robusta, e foi o que aconteceu neste ano. A prova continuou numa crescente de conteúdo, de dificuldade em relação aos anos anteriores”, apontou Miranda.
Com informações da Agência Brasil

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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