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Maricá - Cineclube Henfil apresenta a história sobre Luís Carlos Prestes

Publicado em 26/03/2014 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Documentário será exibido nesta quarta-feira (26/03), na Casa de Cultura, e encerra a programação de março "Ditadura Nunca Mais"

O Cineclube Henfil de Maricá apresenta nesta quarta-feira (26/03) o último filme da programação de março "Ditadura Nunca Mais". A partir das 19h, o projeto da Secretaria Municipal de Cultura exibe o filme "O velho – a história de Luís Carlos Prestes" (1997 – Brasil), documentário com 105 minutos sobre o líder do Partido Comunista Brasileiro (PCB). A sessão é gratuita e acontece na Casa de Cultura (Praça Dr. Orlando de Barros Pimentel, Centro). Os interessados precisam chegar 30 minutos antes para garantir uma senha de acesso.

A obra reúne 70 anos de imagens da História do Brasil: a épica marcha de 25 mil km da Coluna Prestes nos anos 20 e suas relações políticas com o ex-presidente Getúlio Vargas; passando pelo dramático romance com Olga Benário, entregue a Adolf Hitler por Vargas e que morreu num campo de concentração na Alemanha; até a repressão política da ditadura militar, período de 1964 a 1985 em que o país viveu sob os anos de chumbo. Dirigido por Toni Venturi, o documentário reúne imagens raras do comunista, além de depoimentos de jornalistas, familiares e ex-integrantes do PCB e um raro material de arquivo formam essa completa cinebiografia.

Após a morte de Olga, Luiz Carlos Prestes (1898-1990) se aliou a Aliança Nacional Libertadora (ANL), em 1935, sendo proclamado presidente de honra e exigindo a derrubada de Vargas. Com essa posição, o movimento é colocado na ilegalidade e Prestes comanda uma frustrada tentativa de tomada de poder que desencadeou um violento processo de repressão e prisão contra os comunistas. Em 1936, é preso e condenado à prisão. Nove anos depois é anistiado pelo Estado Novo e elege-se senador. Mas devido à cassação do registro do PCB, novamente é colocado na clandestinidade.

Com o Golpe Militar de 1964, Prestes foi novamente perseguido e, ao final dos anos 60, exilou-se na União Soviética só regressando ao Brasil em 1979 devido à anistia. A partir de 1982, por conta de divergências no PCB, junto a diversos militantes, uniu-se ao PDT, lutando pelo não pagamento da dívida externa e pela eleição de Leonel Brizola. Luís Carlos Prestes morreu aos 92 anos de idade no Rio de Janeiro.

Neste mês, o Cineclube Henfil relembrou fatos, prisões, histórias e vítimas do regime ditatorial, que durante 21 anos e restringiu o direito do voto, a participação popular e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição. A ditadura teve fim somente em 1985, quando o governo pressionado pelo movimento "Diretas Já", que mobilizou a população em defesa do voto direto, escolheu indiretamente o deputado Tancredo Neves para presidência, por meio do Colégio Eleitoral formado por deputados federais e senadores. A partir daí, os sucessores à Presidência da República foram eleitos por votos diretos.
 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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