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Detectores de metal no Enem estarão presentes em todos os banheiros

Publicado em 11/10/2017 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


Depois de enfrentar uma briga judicial e correr o risco de ficar sem detectores de meta l, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano contará com os aparelhos e ainda estarão disponíveis 67 mil exemplares, o que daria, proporcionalmente, um para cada 100 participantes.

De acordo com o Inep, órgão do Ministério da Educação (MEC) que organiza o Enem , esse número garante a vistoria dos participantes na entrada e na saída de todos os banheiros das 13.632 coordenações de local de aplicação da prova.

A medida servirá para garantir que os candidatos não utilizem equipamentos eletrônicos nos banheiros. Até 2015, os detectores eram distribuídos nos banheiros de forma aleatória, mas desde 2016 passaram a ser usados em todos os sanitários. Os equipamentos também serão usados em outros locais considerados necessários.

Aluguel
Do total de detectores de metal que serão usados nesta edição, 35 mil serão alugados, por R$ 20 cada, o que representará um custo total de R$ 700 mil. Outros 32 mil serão fornecidos pelo consórcio aplicador de 2017, formado pela Fundação Cesgranrio, Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo o Inep, o gasto com os alugueis não aumentará o custo final do exame porque o valor já estava previsto no orçamento da segurança. O consórcio aplicador, com apoio do Exército Brasileiro, já iniciou a verificação dos aparelhos alugados, e o trabalho deve ser encerrado até sexta-feira (13). As provas acontecerão no mês que vem, em dois domingos, nos dias 5 e 12 de novembro.

Segurança
Outra estratégia de segurança que será adotada pelo Inep no exame deste ano é o uso de detectores de ponto eletrônico em todas as unidades da federação. Os novos aparelhos serão distribuídos em locais estratégicos, selecionados pela Polícia Federal a partir de um trabalho de inteligência que vem sendo preparado desde a aplicação do Enem 2016, a partir de informações do Inep e do Ministério da Educação (MEC).

Também será usada a prova personalizada, com os Cadernos de Questões identificados com nome e número de inscrição do participante. Para o Inep, o recurso inibe significativamente as tentativas de fraudes, pois os o participante não tem a opção de “mentir” sobre a cor da sua prova, uma vez que seu Cartão Resposta está vinculado ao Caderno de Questão personalizado.

Outras medidas consolidadas em outras edições serão mantidas, como a coleta do dado biométrico, lançada em 2016.

O número de participantes do Enem neste ano (6,7 milhões) é 22% menor que o do ano passado (8,6 milhões). Segundo o Inep, a diferença é porque o Enem não poderá mais ser usado para a certificação do Ensino Médio, que voltou a ser concedida por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
Com informações da Agência Brasil

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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