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Bienal do Livro reúne autores internacionais no segundo dia

Publicado em 02/09/2017 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


A acessibilidade e experiências internacionais também foram assuntos tratados no encontro

A acessibilidade e experiências internacionais também foram assuntos tratados no encontro

O maior evento literário do Brasil, a Bienal Internacional do Livro Rio, teve atrações marcantes no segundo dia de sua 18ª edição. Nesta sexta-feira, dia 1º de setembro, as visitas escolares e o Encontro Internacional de Profissionais do Livro atraíram dos pequenos leitores aos mais experientes. Além das atividades dos expositores, uma programação oficial repleta de diversidade de assuntos e convidados fez com que os visitantes aproveitassem cada momento no Riocentro.

A segunda edição do Encontro Internacional de Profissionais do Livro foi especial para o mercado digital, principal assunto debatido nas mesas deste ano. Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), frisou que o livro digital não é uma ameaça para o físico. "Não vejo que o digital forme mais leitores. Acho que ele atrai quem lê para ler ainda mais", comentou. Já Carlo Carrenho, fundador e CEO do PublishNews, responsável pela curadoria do encontro deste ano, afirmou que o digital precisa ser encarado como a grande oportunidade do mercado. "Ele traz acesso econômico e geográfico", afirmou.

A acessibilidade e experiências internacionais também foram assuntos tratados no encontro. Sandra Schüssel, da Feira do Livro de Frankfurt, trouxe a experiência da Alemanha e seu mundo literário. Miguel Martins, da Porto Editora, veio de Portugal e expôs o panorama do mercado global de livros em português. No encerramento do encontro foi realizada a entrega do prêmio Jovens Talentos 2017. Gustavo Lembert, do clube de assinatura de livros, a TAG – Experiências Literárias, foi o premiado com uma viagem para Frankfurt.

Arena  - A arena SemFiltro foi palco de dois papos animados e diretos. O espaço criado para reunir autores e influenciadores de todas as idades foi o responsável por reunir o maior público do dia. O primeiro bate-papo teve como tema moda e foi mediado pela jornalista Maria Prata, que comandou as perguntas aos influenciadores digitais Maju Trindade, Julia Faria e Arlindo Grund. Os três são autores de livros recém-lançados e falaram sobre suas experiências com as publicações e com os seguidores assíduos das suas redes sociais.

A segunda sessão do dia reuniu o professor Mario Sergio Cortella e o jornalista Marcelo Tas, que assinam o livro “Basta de Cidadania obscena!”. O tema do bate-papo mediado pelo ator Lucas Salles foi a cidadania em tempos de redes sociais. Ambos defenderam a importância da democracia, da liberdade de expressão e da diversidade de ideias. “A diferença entre um democrata e um saudoso da ditadura é que numa ditadura eu não poderia dizer o que estou dizendo agora. Já numa democracia um ditador pode aparecer e dizer o que pensa”, resumiu Cortella. Para Marcelo Tas, o limite da liberdade já está definido pela lei. “Se um deputado defende ideias racistas e diz que não cometeria um estupro por causa feiura da vítima, está claro que os limites foram passados”, finalizou Tas.

Café Literário - O Café Literário promoveu dois encontros com autores para discutir assuntos distintos, mas que se complementam em algum momento: poesia e feminismo. O primeiro deles foi uma homenagem a um grande nome da literatura brasileira, o poeta Ferreira Gullar. Um encontro emocionado, mediado por Cristiane Costa que reuniu Antônio Carlos Secchin e Geraldo Carneiro para falarem sobre suas experiências pessoais com a Gullar. "Ferreira Gullar, um dos nomes mais importantes da poesia brasileira, tinha em seus poemas o amor pelo Rio e a esperança de mudar o Brasil para melhor”, disse Secchin.

O segundo encontro tratou de um assunto bastante atual: o feminismo. A jornalista Marina Gonçalves foi responsável por mediar o bate-papo entre as escritoras e roteiristas Giovana Madalosso, Ana Paula Maia e Antônia Pellegrino, que falaram sobre as dificuldades e as mudanças nas obras na literatura assinadas por mulheres.

“O feminismo chegou para encorajar as mulheres a falarem sobre temas antes proibidos e que eram reprimidos. Hoje mulheres podem falar sobre tudo e não apenas nos livros, mas também nas redes sociais que são aliadas importantíssimas nesta luta pela igualdade”, disse Antônia.

Encontro com autores - O “Encontro com os autores” de hoje contou com a presença do mestre Ziraldo, que participa da Bienal do Rio desde sua primeira edição. Sempre divertido, o escritor falou do que o inspira para escrever: “para quem é contador de histórias, tudo é curioso e chama atenção. Em meu livro ‘Vovó Delícia’, por exemplo, me inspirei numa linda vovó motoqueira que avistei na rua e resolvi homenagear as vovós da atualidade, que esbanjam beleza”, brincou Ziraldo. No final do encontro, a plateia cantou parabéns pelos 85 anos de idade do autor, que serão completados no próximo mês de outubro. “Isso para mim é uma verdadeira festa! Por isso não perco uma Bienal”, concluiu o escritor.

Sobre a Bienal - A festa que aproxima escritores, editores, livreiros, professores, estudantes, leitores e visitantes de todas as idades e perfis ocupa 80 mil m² do Riocentro, até o próximo dia 10. A Bienal Internacional do Livro Rio – terceiro maior evento do calendário carioca em número de público presente, ficando atrás somente do Carnaval e Réveillon – é fruto de uma parceria de mais de três décadas entre o SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e a Fagga | GL events Exhibitions.

Jornalista Lourdes Acosta DRT/MTE 911/MA

Com assessoria Approach Comunicação

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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