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Produtores de Macaé estão na reta final para receber o Selo Orgânico

Publicado em 01/09/2017 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


O  grupo foi intitulado

O grupo foi intitulado

Os produtos orgânicos ganharam espaço no mercado. O alimento é mais saudável, tem sabor diferenciado e maior diversidade de vitaminas, sais minerais entre outras substâncias, além de ser obtido em sistema de produção sem a utilização de  fertilizantes sintéticos, solúveis, agrotóxicos e transgênicos. A técnica de produção ainda contribui  com o meio ambiente.

Pensando nisso, a Secretaria de Agroeconomia, em parceria com 18 produtores, iniciou um processo, em 2016, para adquirir o Selo Orgânico, uma certificação do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que visa transmitir a segurança necessária ao consumidor. O procedimento está em fase de entrega de documentação e a expectativa é que o selo seja liberado nos próximos meses.

Quando foi iniciado o processo de adequação para obtenção do selo, a Secretaria de Agroeconomia detectou, junto com aos envolvidos, que o mecanismo que mais se adequava à realidade dos produtores interessados seria a Organização de Controle Social (OCS), que funciona com gestão participativa, onde os  agricultores  realizam as avaliações de cada um dos participantes.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Secretaria de Agroeconomia e incentivador da ação, João Flores, a OCS é formada por 18 produtores rurais das localidades do Assentamento Celso Daniel, Areia Branca e Imburo, além de três técnicos agrônomos e seis consumidores. O  grupo foi intitulado "Macaé Orgânico" e se reúne, mensalmente, nas propriedades dos participantes.

"Durante os encontros são realizadas avaliações dos manejos orgânicos, demonstrações de técnicas adequadas na visão agroecológica, troca de experiências, além de permutas de sementes crioulas que são variedades desenvolvidas, adaptadas ou produzidas por agricultores familiares", pontua João Flores.

O engenheiro ainda destaca que os principais objetivos são a oferta de produtos saudáveis à população, respeito no manejo do solo e ao uso dos recursos naturais, promoção da saúde, incluindo a sustentabilidade do planeta terra. "A ação também possibilita maior remuneração ao pequeno produtor. A previsão é que até novembro o selo seja liberado", diz João.

Os pequenos produtores rurais de Macaé interessados em obter informações devem procurar a sede da Secretaria de Agroeconomia, localizada no Parque de Exposições Latiff Mussi Rocha, na Rodovia Amaral Peixoto, s/n, bairro São José do Barreto ou pelo telefone (22) 2759-5309.

Selo de Qualificação

A presença do selo orgânico nas embalagens e rótulos transmite segurança necessária para que o consumidor não tenha de se preocupar nas compras.
Embora alguns pequenos produtores familiares possam vender seus produtos orgânicos em feiras sem o devido selo, os revendedores maiores exigem a necessidade de uma certificação orgânica.

Esse selo diz respeito à organicidade do produto, ou seja, para adquirir essa certificação o produtor deve seguir uma série de pré-requisitos em sua plantação, garantindo que o desenvolvimento das plantas seja realizado de acordo com os manuais, sem qualquer intervenção química, desde a plantação até a embalagem final.

Qualquer produto que segue à linha orgânica de produção pode receber o selo.No entanto, aqueles que não seguem parte do processo devem, primeiramente, se adequar ao solicitado para só então iniciar o processo de certificação.

O selo orgânico do Brasil tem como base o Códex Alimentarius, sistema também seguido por países como Estados Unidos, Japão e União Europeia. Essa padronização auxilia na exportação dos produtos.

› FONTE: SECOM Macaé


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