Macaé News
Cotação
RSS

Petrópolis: a cidade imperial que se tornou indispensável na rota cervejeira

Publicado em 26/08/2017 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


O Rio de Janeiro é mesmo lindo, mas a capital pode ofuscar, às vezes, a beleza do litoral e o clima aconchegante da serra fluminense. Em menos de 70 km da capital, Petrópolis – cidade de Pedro – foi um sonho realizado pelo Imperador Dom Pedro II. A família imperial, que já cultivava o hábito de apreciar uma boa cerveja, preservou a tradição ainda na década de 1840, quando começaram a chegar os primeiros imigrantes alemãs na cidade.

Em um salto de mais de um século, 14 de julho deste ano, a cidade imperial foi reconhecida oficialmente como a Cidade Estadual da Cerveja, título garantido através da Lei 7.650/17, de autoria dos deputados Marcos Vinícius Neskau (PTB) e Gustavo Tutuca (PMDB), sancionada pelo governador e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo. Com a chancela, Petrópolis se consolida ainda mais no mercado cervejeiro, inclusive no segmento artesanal, na produção e em especial no turismo voltado ao setor.

Nilo Sergio Felix, secretário de estado de Turismo, comemorou a conquista e ressaltou que com isso a região ganha ainda mais força turística. “O Brasil é o quarto produtor mundial de cerveja e a diversidade de cervejarias especiais e artesanais de Petrópolis são um atrativo imperdível. O título vai trazer ainda mais visitantes interessados nos segredos da produção da cerveja e na degustação das inúmeras nuances da bebida”, disse.

Comprovando a vocação e crescimento no setor, Petrópolis hoje já conta com 19 cervejarias artesanais, sete delas indústrias e 12 as chamadas ciganas – que são aquelas que utilizam a estrutura de outras cervejarias para a criação e produção dos rótulos. Além delas, existem na cidade mais de 60 cervejeiros de panela – os que fabricam em casa, para consumo doméstico.

O setor cervejeiro faz parte de um importante pilar econômico e turístico de Petrópolis. Em 1853, foi inaugurada a cervejaria mais antiga do país na cidade: a Cervejaria Bohemia. Originalmente batizada de Imperial, anos depois, com mudanças no controle e fusões com outras cervejarias, passou a se chamar Bohemia. Em 1960, foi comprada pela Antarctica, que anos mais tarde foi adquirida pela Ambev, empresa que, atualmente, controla a marca. A cervejaria é o segundo local mais visitado de Petrópolis, atrás apenas do Museu Imperial.

O lema apresentado pela cervejaria a quem chega à fábrica em Petrópolis não poderia ser outro senão "uma experiência cervejeira". Lá é possível encontrar um museu interativo que conta a história da cerveja no país, a evolução da marca, os processos de fabricação, além de permitir ao visitante degustar os diversos tipos de cerveja ao longo da experiência.

Também é possível experimentar e conhecer bem, um a um, os ingredientes utilizados nas receitas da marca: água, maltes, cereais, lúpulos e até mesmo as leveduras. E caminhar pelas salas de brassagem e fermentação que funcionaram na fábrica entre as décadas de 1960 e 1990.

Dentre as principais atrações está a Cave Bohemia, com mais de 60 barris de cachaça e bourbon que envelhecem cervejas do estilo Barleywine e Wee Heavy. Dentro do complexo há ainda um bar e restaurante que oferece um cardápio de pratos que harmonizam com cada tipo de cerveja.
Novidades

Ainda dentro da fábrica, está em funcionamento uma nano cervejaria, usada para testar novas receitas -- que irão disputar o mercado cada vez mais dominado por médias e pequenas produtoras artesanais --, e com capacidade para apenas 2.750 litros de fermentação simultânea. A cervejaria produz toda a linha da marca, inclusive a pilsen, em um volume menor. A maior parte da linha artesanal da fábrica sai diretamente de Petrópolis, como os três novos rótulos, já apresentados no Festival da Cerveja de Blumenau, em março, que homenageiam a cidade imperial, e retomam suas origens.

A Bohemia Aura Lager, uma Vienna Lager inspirada no nascer do sol da serra fluminense; a Bohemia 14 Weiss, uma cerveja de trigo, que lembra a criação mais famosa do pai da aviação, Santos Dumont, quem costumava passar o verão na cidade, e é dono de uma das maiores atrações turísticas de Petrópolis -– a Casa de Santos Dummont; e a Bohemia 838 Pale Ale, de amargor com aromas intensos de lúpulo, essa última faz referência à altitude da cidade em relação ao nível do mar: 838 metros.

"São cervejas que fazem menção a esse relacionamento. Além dessas três, tem a Magna Pils, estilo German Pils, que é também uma cerveja que leva lúpulos alemãs na receita e é bem floral. Ela é uma homenagem às hortênsias da cidade. Petrópolis também é conhecida como a cidade das hortênsias. Magna, em latim, quer dizer hortênsias", completou o Sommelier de Cervejas da Bohemia, Thiago Taboada.

› FONTE: JB


sem comentários

Deixe o seu comentário

Digite as palavras abaixo: