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Tropas federais atuarão no Rio de Janeiro

Publicado em 21/03/2014 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


Tropas federais atuarão no Rio de Janeiro no combate à violência no estado. O reforço foi estabelecido em reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral, em Brasília, que terminou agora há pouco. Ainda não foi definida qual corporação irá agir, se o Exército, a Polícia Federal ou a Força Nacional de Segurança. Conforme Sérgio Cabral, o apoio é necessário porque o crime organizado está tentando desestabilizar as polícias devido aos avanços nos últimos anos com as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).

Ataques a UPPs

As UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) do Rio de janeiro ficaram em alerta depois do ataque a cinco unidades durante a noite desta quinta-feira. Segundo a Polícia Militar, criminosos aproveitaram para fazer o ataque durante um tumulto em uma operação para retirar moradores de um prédio abandonado no Complexo de Manguinhos. Contêineres foram incendiados da UPP do local, na zona norte; a comunidade chegou a ficar sem energia elétrica. Na mesma região, houve ataques às UPPs do Arará e Mandela. Além da unidade do Complexo do Alemão, e a de Camarista Méier, no complexo de Lins.

Dois policiais ficaram feridos nos ataques. O comandante da UPP de Manguinhos, capitão Gabriel Toledo, foi baleado na perna durante um tiroteio com traficantes. Ele foi encaminhado para o hospital central da Polícia Militar, onde permanece em observação. Outro PM foi ferido por uma pedrada e passa bem. Diante da violência registrada em diversos pontos da cidade, todas as UPPs da cidade entraram em estado de alerta.

Rio enfrenta a crise mais grave desde início de processo de pacificação:

Em caráter de urgência, na noite de ontem, o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, se reuniram por mais de duas horas com outras autoridades para avaliar providências. Por isso, o governo também pediu apoio federal.

Em nota, Cabral disse que essa é mais uma tentativa dos criminosos de enfraquecer a política de pacificação e que em nenhuma hipótese a polícia deixará os locais ocupados.

Crise

O Rio enfrenta a crise mais grave desde o início do processo de pacificação, em 2008. Quatro policiais de UPPs foram mortos nos últimos dois meses. A vítima mais recente foi o subcomandante da unidade da Vila Cruzeiro, Leidson Acácio Alves, baleado na testa durante um tiroteio no último dia 11.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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