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Por acusação sem prova em jogo com Flamengo, STJD denuncia presidente do Santos

Publicado em 05/08/2017 Editoria: Esporte sem comentários Comente! Imprimir


Clube Paulista reclamou muito de um pênalti marcado do zagueiro Réver sobre o atacante Bruno Henrique e, posteriormente, anulado pelo juiz

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou nesta sexta-feira o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, pelas acusações de interferência externa em decisão da arbitragem no confronto diante do Flamengo, no último dia 26, pela Copa do Brasil. Se for considerado culpado, o dirigente pode pegar até 180 dias de gancho e ser multado em até R$ 100 mil.

De acordo com o STJD, Modesto Roma Júnior foi denunciado por violação aos artigos 258, inciso II, e 191, inciso III, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Tais tópicos falam sobre "desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões" e produzir "declarações antidesportivas e que venham a macular a imagem da competição ou da CBF".

No jogo em questão, o Santos reclamou muito de um pênalti marcado do zagueiro Réver sobre o atacante Bruno Henrique e, posteriormente, anulado pela arbitragem. Após a vitória por 4 a 2, insuficiente para levar o clube à próxima fase da Copa do Brasil, o clube emitiu comunicado alegando que a decisão de voltar atrás na marcação da penalidade havia partido de uma interferência externa.

"Novamente, estamos diante de um caso em que o árbitro revoga sua marcação por comunicação do quarto árbitro, cuja participação teria sido provocada pelo repórter de campo, senhor Eric Faria, da Rede Globo de televisão, que é elemento alheio ao certame, devendo se comportar como jornalista e não como torcedor de seu time do coração", acusou o Santos na época.

O clube alvinegro, no entanto, não sustentou a acusação e falhou em apresentar as provas que dizia ter da interferência do jornalista. O próprio Modesto Roma Júnior, à época nos Estados Unidos, disse em entrevistas que não havia visto imagens que comprovassem a participação de Eric Faria na decisão da arbitragem.

"Com a ausência completa de elementos mínimos a caracterizar as acusações do clube e por entender que os fatos narrados são graves, a Procuradoria (do STJD) passou a analisar a conduta do Santos e de seu presidente com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva", explicou o órgão.

O STJD informou ainda que o julgamento de Modesto Roma Júnior está na pauta Terceira Comissão Disciplinar para a próxima quarta-feira, às 14h30. Se o dirigente for considerado culpado, o Santos também pode sofrer consequências, tais como "a proibição de registro de atletas, advertência, multa e até o desligamento da competição", conforme explicou o órgão.

› FONTE: ESP


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